Santos, 04 (AE) - Uma liminar concedida pelo juiz Rogério Márcio Teixeira, da 12ª Vara Cível de Santos, suspendeu a eleição para a renovação do Conselho Deliberativo do Santos, que deveria ter começado às 10 horas deste sábado. Às 12h30, Florival Amado Barletta, presidente do órgão, comunicou que a eleição não mais seria realizada. "Tenho que cumprir a lei, sob pena de sair daqui algemado", disse ele.
O problema começou no final da noite de sexta-feira, o juiz concedeu liminar suspendendo a eleição. O conselheiro Nelson Barros Rodrigues, da chapa situacionista Tradição Alvinegra, havia entrado com ação por causa de um direito adquirido: ele já tinha completado dez anos como conselheiro, em cinco gestões consecutivas e, pelo estatuto, deveria passar à condição de conselheiro efetivo, sem necessidade de ser novamente eleito. Outros 62 membros do CD estão na mesma situação.
Seguindo o regulamento, o presidente do Conselho, Florival Amado Barletta abriu os trabalhos às 10 horas, quando o oficial de justiça entregou documento com a decisão judicial. "Esperei uma contra-ordem, que não chegou, e a única alternativa é suspender a eleição". Ele espera resolver esse problema depois da escolha, alegando que uma chapa tinha 32 candidatos e a outra 21 nessa situação.
Nelson Barros Rodrigues acabou desistindo da ação ainda na noite de sexta-feira, mas não houve tempo para que o juiz suspendesse os efeitos da liminar. Assim, a eleição para a renovação do Conselho Deliberativo está suspensa. O clube tem cinco dias para contestar a ação, depois de uma nova decisão, o processo eleitoral será reiniciado.

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