Liminar abre novo capítulo na crise política do Coxa
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sexta-feira, 22 de dezembro de 2006
Luciano Balarotti<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A crise política no Coritiba teve novo capítulo na noite de quarta-feira, quando liminar concedida pelo juiz substituto da 18ªVara Cível, Humberto Gonçalves Brito, determinou o cancelamento da Assembléia Geral convocada para o dia 10 de janeiro. A medida foi obtida pelos advogados do presidente do Conselho de Administração do Coritiba, Giovani Gionédis, e impede que os sócios do clube analisem o pedido de impedimento do dirigente.
O presidente do Conselho Deliberativo do clube, Júlio Militão, afirma que buscará derrubar a liminar e garantir a realização da assembléia. Vamos restaurar a legalidade e garantir aos sócios o direito de definir o futuro do clube. A liminar não tem nenhum fundamento legal e será facilmente cassada, declarou.
A luta jurídica começou há um ano, após a eleição da atual diretoria. A chapa de Gionédis venceu por apenas um voto e a oposição tentou impugnar a eleição. A crise se agravou quando Evangelino da Costa Neves, ex-presidente e membro do Conselho de Administração, pediu o impedimento do atual presidente. É este pedido que será pauta da assembleía agora suspensa.
Alegando que o assunto é uma questão interna do clube, Gionédis não quis se pronunciar a respeito da liminar, mas seu advogado, Fernando Barrionuevo, explica que procurou a justiça para garantir o pleno direito de defesa de seu cliente. A convocação da Assembléia Geral neste momento foi equivocada. Antes disso o Conselho Deliberativo deveria designar uma comissão, formada por cinco membros, para avaliar o caso, explicou.
Militão rebate a afirmação e diz que cabe apenas à
assembléia a decisão de afastar ou não o presidente. Já esperamos tempo demais antes de tomar esta decisão de convocar a assembléia, preservando o clube durante a disputa do Campeonato Brasileiro, concluiu.


