Ligação de Simões com o Coritiba continua forte
Curitiba - Apesar de parecer à vontade e satisfeito no comando da seleção da Jamaica, o técnico René Simões ainda dá sinais de que sua ligação com o Coritiba, clube que levou à conquista da Série B do Brasileirão do ano passado, continua forte. Tanto que faz críticas ao sistema eleitoral do clube, que afirma não ser condizente com o atual calendário do futebol brasileiro. Nas próximas semanas, Simões pretende concluir um livro que está escrevendo sobre a campanha que levou o Coxa de volta à Série A.
Questionado se o trabalho com os jamaicanos lhe dá mais satisfação do que treinar um time como o Coritiba, Simões apela para metáforas. ''Acho que toda caminhada é legal, desde que você saiba aproveitar bem, que você olhe a paisagem, olhe o caminho. Estou bem em todo lugar, desde que eu me sinta útil, produtivo e feliz'', diz. Além disso, o técnico lembra que teria continuado no Coxa caso o ex-presidente Giovani Gionédis tivesse sido reeleito. ''Já tinha combinado com ele que eu continuaria'', afirma.
Eleição, aliás, que para o treinador deveria ter sua data alterada. ''A primeira coisa que se tem que fazer no Coritiba é acabar com a eleição no final de novembro. Esse tipo de eleição era para aquele calendário que tínhamos antes, quando o campeonato estadual começava em março ou abril'', critica. ''Este ano, o Campeonato Paranaense começou em 9 de janeiro. Você não pode assumir (a presidência) em 1º de janeiro e no dia 9 iniciar uma competição, isso não existe'', justifica.
Por fim, Simões afirma que está na fase final da redação do livro em que vai contar os detalhes da campanha do Coritiba na Série B. ''Deve faltar contar a história de uns nove jogos. O livro tem depoimentos de muita gente, cartas que recebi falando bem ou falando mal, reportagens e artigos de jornais falando bem ou mal. Acho que vai ficar um documento legal para o torcedor coxa-branca'', declara. (R.L.)





