Londrina - Assim como ocorreu no ano passado, a realização da Liga Futsal Feminina é uma incógnita mais uma vez. Os 12 clubes inscritos estão disputando os seus respectivos campeonatos estaduais sem a menor idéia de quando a Liga será realizada e qual será o seu formato.
De acordo com a técnica da Unopar/FEL/Londrina, Vanda Sanches, a definição das datas e do formato da competição só será feita pela Confederação Brasileira de Futsal (CBFS) após o término do Mundial de Futsal masculino, que vai até o dia 19.
Em 2007 já foi um ''Deus-nos-acuda'' para conseguir colocar os jogos da competição no calendário, já que ela só saiu no mês de novembro, foi totalmente espremida e acabou às vésperas do Natal.
O motivo da disputa tardia foi a indefinição por parte da CBFS, que ficou muito tempo esperando por uma renovação do patrocínio dos Correios, o que só ocorreu em outubro. O argumento era de que sem patrocínio o torneio não sairia. Com isso, as 12 equipes foram divididas em dois grupos de seis, que jogaram em duas sedes numa só semana - e não em turno e returno, como desejavam os clubes. Daí, só nas semifinais e final ocorreram jogos de ida e volta.
Nas primeiras edições - de 2005 (vencida pelo Chimarrão-RS) e de 2006 (que teve como campeã a Unopar/Londrina) - as equipes fizeram um campeonato mais longo, em turno e returno, ''fórmula que dá mais chance aos times'', segundo a técnica Vanda, de Londrina. ''Fizemos uma reunião em junho e cobramos da confederação que a Liga começasse em setembro, antes do Mundial, pois daí teríamos um campeonato melhor. Mas não nos atenderam'', reclamou Vanda.
A treinadora foi a que mais incentivou a criação da Liga Feminina, em 2005, juntamente com os técnicos da Sabesp-SP e do Popiolski/Chapecó-SC. Vanda cobra uma maior atenção ao futsal feminino do Brasil. ''As primeiras duas Ligas tiveram boa visibilidade e atenção da mídia, por ser uma novidade. Sabemos que não temos como competir com o masculino e nem queremos isso. Mas queremos que a nossa Liga seja realizada da forma que seja melhor para os clubes'', salientou.
Para Vanda, o apelo para os jogos do masculino é ''sempre maior'' que do feminino. ''Isso é em qualquer outra modalidade: futebol, basquete ou handebol. É uma questão cultural e de gênero. Mas queremos ocupar o nosso espaço e a confederação não podia condicionar a nossa Liga ao término do Mundial'', cobra a treinadora.

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