Liga de Futebol faz ameaça à CBF
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quarta-feira, 27 de março de 2002
Agência Estado 
O presidente do Clube dos 13, Fábio Koff - e comandante da Liga de Futebol Profissional, criada terça-feira, em São Paulo -, ficou irritadíssimo com as declarações de Marco Antonio Teixeira, secretário-geral da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), de que a entidade continuará organizando o Campeonato Brasileiro. Ele avisou ontem que, se a Liga não tiver o controle da competição, vai iniciar movimento para que os clubes boicotem o Brasileiro de 2002.
Vamos fazer tudo o que for necessário para que a Liga seja responsável pelo Brasileiro, afirmou Fábio Koff. Os clubes são maiores que a CBF e não têm a obrigação de participar do campeonato dela. Podemos fazer um torneio paralelo.
Na tarde de terça-feira, os dirigentes dos clubes anunciaram que a Liga de Futebol passaria a organizar o Campeonato Brasileiro das Séries A e B a partir deste ano, cada uma com 26 equipes. Definiram, até, que o regulamento seria o mesmo do ano passado e marcaram para 5 de agosto a primeira rodada. Logo em seguida, porém, Marco Antonio Teixeira, tratou de desfazer tudo.
Custo a acreditar que a CBF venha a fazer isso, porque a Liga está de acordo com todas as disposições legais, obedecendo, inclusive, à RDI (Resolução de Diretoria) da CBF, esbravejou Fábio Koff. A CBF está rasgando o seu próprio regulamento.
As federações estaduais apoiam a CBF, porque com a criação da Liga elas perdem bastante poder. A briga ainda promete ir longe, pois nenhuma parte está disposta a ceder. E o Campeonato Brasileiro volta a ficar ameaçado, como em 2000, quando, de última hora, foi organizada a fatídica Copa João Havelange.


