Liga de basquete fecha patrocínio
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quinta-feira, 08 de janeiro de 2009
Adalberto Leister Filho<br>Folhapress 
São Paulo - Criada para organizar torneio gerenciado pelos clubes e independente da Confederação Brasileira de Basquete, a Liga Nacional de Basquete (LNB) está mais próxima da CBB. Ao menos entre seus apoiadores. O primeiro patrocinador oficial do Novo Basquete Brasil (NBB), nome do campeonato que irá substituir o Nacional masculino, será a Eletrobrás. A empresa estatal também é a principal financiadora da CBB.
O vínculo da companhia com a confederação teve início há seis anos e, em 2008, rendeu R$ 6,7 milhões à entidade. Para a LNB, o acerto ocorreu a toque de caixa, após conversações iniciadas no final do ano passado. ''O acordo está apalavrado. Falta só assinar'', afirma Sérgio Domenici, gerente-geral da liga, que abrirá escritório em São Paulo até o final do mês.
Para a efetivação do apoio, é necessário que o acordo passe pelos trâmites burocráticos da empresa - o processo deve ser resolvido nos próximos dias.
A quantia liberada poderia ter sido mais significativa. No entanto, quando o acerto ocorreu, a estatal já tinha boa parte de sua verba de patrocínios para este ano comprometida.
A intenção da estatal é renovar o contrato a cada ano, de acordo com a avaliação do retorno gerado. ''A Eletrobrás terá o direito de estampar seu logotipo nas placas e pisos dos ginásios e terá uma área reservada para levar convidados de seu interesse'', diz Domenici.
O dinheiro conseguido com os patrocinadores não será enviado diretamente aos clubes. ''A ideia é usar essa verba para concedermos cada vez mais benefícios aos clubes, como financiamento de viagens e hospedagem'', relata o dirigente. Próxima no patrocínio, a liga surgiu do distanciamento contínuo dos clubes com a CBB.
O NBB, que começa no dia 28 e terá 15 equipes, é resultado de dissensões iniciadas há pelo menos três anos. Em 2006 houve a primeira iniciativa das agremiações, com a criação da Nossa Liga de Basquete. Sem a chancela da CBB, porém, a competição naufragou, com a saída das principais equipes.
No ano passado, a rebeldia foi deflagrada pelos oito maiores clubes de São Paulo, que boicotaram o Nacional da CBB e organizaram a Supercopa.
A pouca repercussão dos torneios gerou a reaproximação dos times de SP com os de outros Estados. A CBB foi obrigada a dar aval à liga, que recebeu apoio unânime das equipes.
Além da Eletrobrás, o NBB conta com parceria da Globo e apoio da Spalding. A TV irá transmitir partidas no Sportv e ajuda a LNB a buscar patrocínios. A Spalding será a fornecedora oficial das bolas. ''Mas eles devem liberar uma verba também'', declara Domenici.
Abertura
A rodada de abertura do NBB, no dia 28, terá sete jogos e colocará em quadra sete equipes que disputaram a Supercopa, torneio dissidente realizado em 2008 pelos clubes de São Paulo, contra sete que participaram do Nacional do ano passado, o Brasileiro oficial, com a chancela da CBB.
O Flamengo, campeão do último Nacional, estreia contra o Pinheiros, em São Paulo. Já o Franca, vencedor da Supercopa, faz sua primeira partida no NBB contra o Saldanha da Gama, em Vitória (ES).


