O médico da Seleção Brasileira, Lídio Toledo, afirmou ontem que o atacante Ronaldinho não tomou infiltração (injeção) no joelho para aliviar as dores que vinha sentindo. ‘‘Nenhum jogador da Seleção tomou infiltração’’, garantiu. Toledo disse que Ronaldinho vinha sentindo dores nos dois joelhos, alternadamente, mas que estava sendo submetido a dois tipos de tratamento: cinesioterapia e a fisioterapia. ‘‘Se ele continuar com esse tratamento ele ficará bom’’, afirmou. ‘‘O caso dele não tem indicação cirúrgica.’’
Toledo não quis polemizar com o presidente da Internazionale de Milão, Massimo Moratti, que disse ter sido uma irresponsabilidade da CBF ter escalado Ronaldinho sob as condições que estava antes da partida. Toledo disse que o atacante estava barrado momentos antes de chegar ao estádio, mas quando ele chegou, eufórico, pedindo para jogar, e com o apoio do médico Joaquim da Matta, médico clínico da Seleção, Toledo voltou atrás e autorizou que jogasse.
‘‘Ele disse que não estava sentindo nada e todos os exames, assinados por três especialistas, diziam que ele não tinha nada. A partir desse momento eu o liberei para jogar.’’ A causa da possível convulsão do jogador pode ter sido uma baixa de elementos eletrolíticos, como por exemplo, potássio e magnésio. Toledo disse que a queda de elementos químicos pode causar uma distonia neuro-vegetativa, e que isso é uma crise bem menor que uma convulsão.

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