São Paulo - Nada de líderes como Edmundo, Valdivia, Martinez ou Dininho. Ontem pela manhã, no CT do Palmeiras, ainda na ressaca pelo empate contra o Internacional em casa, quem deu a cara para bater nas entrevistas foram os volantes Makelele, que não é titular absoluto, e Wendel e o atacante Willian - outro reserva de Caio Júnior.
Sem argumentos para explicar o porquê de mais um tropeço, os jogadores ficaram até constrangidos quando questionados. ''O Internacional é uma grande equipe, e um empate não pode ser considerado um resultado ruim'', afirmou Makelele, que ainda completou. ''Quando veio o empate, aí o time se perdeu.''
Para Wendel, um dos atletas que mais sentiram o peso do empate, o sentimento que ficou após a partida contra os gaúchos foi de remorso. ''Estávamos segurando até o final, e eles fizeram o gol. Depois ainda perdemos a chance de fazer o segundo. É muito triste sair de campo e não poder dar a vitória para a torcida'', comentou o volante.
Para Willian, que atuou no segundo tempo, o Palmeiras não pode ficar olhando para trás. ''O que passou, passou. Vamos pensar no Atlético-MG e buscar um resultado positivo em Belo Horizonte.''
No entanto, um ponto de vista em comum entrou no discurso dos três entrevistados: a pressão que o time sente. ''A ansiedade atrapalha demais. O que a gente tem de fazer é uma oração forte'', afirmou Wendel.
O time viajou ontem à tarde para Belo Horizonte, e, na lista de relacionados, o lateral-esquerdo Leandro, dúvida por causa de uma contusão no joelho, acabou sendo incluído.

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