Lideranças se mobilizam pela Stock
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terça-feira, 30 de junho de 2009
Thiago Mossini<br> Reportagem Local 
Depois de ver o Autódromo Internacional Orlando Moura, em Campo Grande, substituir Londrina na Stock Car, as lideranças políticas e empresariais da cidade resolveram se mexer e uma reunião com dirigentes da Vicar, promotora da categoria, foi agendada para o mês de julho. Uma comissão encabeçada pelo prefeito Barbosa Neto (PDT), vai pedir uma segunda chance ao diretor-presidente da Vicar, Carlos Col.
A reivindicação de melhorias no Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Londrina, é antiga. No ano passado, o coro dos pilotos nas reclamações aumentou e, com a entrada do circuito de rua de Salvador no calendário, a Vicar teve que escolher entre Londrina e a capital sul-matogrossense.
Com apoio do governo do estado, a prefeitura gastou R$ 600 mil e reformou o Autódromo de Campo Grande. Assim como em Londrina, o asfalto por lá estava em estado muito ruim. Na capital do Mato Grosso do Sul, entretanto, houve o recapeamento, enquanto no Ayrton Senna foi feita apenas uma maquiagem para receber uma etapa da GT3, dia 26 de julho.
Barbosa Neto está em missão na Europa e de lá mesmo entrou em contato com Carlos Col para tentar reverter a decisão, segunda a assessoria de imprensa do prefeito, que destacou ainda que serão feitos os esforços para que a prova volte a ser disputada na cidade.
Entre os órgãos que estão trabalhando para o retorno da prova em 2010 estão o Convention Bureau e a Associação Comercial e Industrial (Acil). O presidente da entidade, Marcelo Cassa, que está com o prefeito na Europa, ainda tem esperanças de que a corrida volte para Londrina ainda este ano, o que é praticamente impossível. ''Estamos tentando reverter essa decisão, mas, se perdermos, é um fato negativo. A Acil, junto com o Bureau, luta pelo turismo esportivo, turismo de negócios. É uma infra-estrutura que já deveria ter sido feita'', disse Cassa, que avaliou em R$ 5 milhões o retorno que a cidade tem a cada etapa da Stock disputada na cidade, somando-se giro financeiro com empregos temporários e comercialização de produtos e serviços, além da exposição em mídia.
Para o presidente da Federação Paranaense de Automobilismo, Rubens Gatti, a estrutura do Autódromo Ayrton Senna não acompanhou a evolução no esporte. Mas, segundo ele, há outros fatores que pesaram na decisão da Vicar. ''A reforma do autódromo é um dos fatores, mas falta público, falta apoio da imprensa e uma série de detalhes, já que é um somatório de fatores'', apontou Gatti, que disse ter se empenhado para evitar a ida da etapa para Campo Grande.
A reunião deve ser realizada na semana que vem. Nela, o prefeito ouvirá quais são as necessidades de reparos no circuito londrinense e deve dar um prazo para entregar as obras. A última vez que o Ayrton Senna passou por uma reforma foi em 2005, quando a direção da Fórmula Truck gastou cerca de R$ 200 mil em melhorias.


