Liderança não tranquiliza técnico corintiano
São Paulo, 09 (AE) - A folgada liderança no Brasileiro, após a vitória por 3 a 1 sobre o Cruzeiro, quarta-feira no Mineirão, não foi suficiente para tranquilizar o técnico do Corinthians, Oswaldo de Oliveira, preocupado com o clássico de domingo contra o Palmeiras. Para ele, a sua equipe já saiu perdendo no duelo com o arqui-rival, com a transferência do local do jogo do Pacaembu para o Morumbi.
"Nós tínhamos o direito de exercer o mando de campo e gostaríamos de jogar no Pacaembu, que é a nossa casa, disse. "Do ponto vista técnico, eu reprovo essa mudança; se existem outros interesses, eu lamento muito. A diretoria corintiana aceitou com menos resistência a transferência. "Fui informado de que a escolha do Morumbi foi uma recomendação da Polícia Militar; nesse caso, vamos jogar lá sem problema algum, afirmou o diretor de Futebol Carlos Nujud.
Oswaldo não se ilude com a má campanha do Palmeiras no Brasileiro. "A posição na tabela (17ª colocação) não enterra a qualidade do time; depois da conquista da Libertadores, eles estão sofrendo um processo de readaptação, mas vão crescer durante a competição, disse. O técnico só não espera a repetição das cenas de violência entre os jogadores das duas equipes, que proporcionaram uma batalha campal, em junho, na decisão do Paulista deste ano. "Tem tudo para transcorrer num clima favorável ao espetáculo, afirmou.
Para o atacante Edílson, grande responsável pela confusão do último confronto, os incidentes com os palmeirenses, sobretudo com Paulo Nunes, estão superados.
A comissão técnica e os atletas ficaram satisfeitos com a volta do bom futebol contra o Cruzeiro. "Bastou a equipe descansar, interromper aquela sequência de jogos, para retomar o padrão que estava apresentando anteriormente, disse Oswaldo.
O retorno de Marcelinho, recuperado de contusão, também foi um fator importante. Com ele, a equipe recuperou a média de três gols por jogo, que havia caído para um. "O Marcelinho é um jogador de muita mobilidade, que consegue desarrumar qualquer sistema defensivo, elogiou o técnico. "O importante é que estamos conseguindo manter uma regularidade, imprimindo uma marcação forte e explorando os contra-ataques, disse o jogador. Oswaldo manterá contra o Palmeiras o time que pegou o Cruzeiro. A única preocupação é Vampeta, desgastado.
Dida enfrentou uma prova de fogo contra o Cruzeiro. Inconformados com a saída do jogador do clube, contra o qual ele move até hoje uma ação, torcedores o pressionaram muito e chegaram a atirar um rojão em sua direção, na chegada dos corintianos ao Mineirão. Os estilhaços atingiram dois seguraças do Corinthians. Em campo, Dida mostrou a calma de sempre. "Já esperava por isso e procurei manter a concentração."
Corinthians e Cruzeiro teve o maior público do campeonato: 52.385 pagantes. Segundo levantamento da CBF, antes do jogo de quarta-feira, a equipe paulista já tinha a maior média de público do Brasileiro, com 21.406 torcedores por partida.





