Lico não sabe como armar o time
Arquivo FolhaRoberto Fonseca, no time reservaO Londrina ainda não conseguiu contratar o técnico Varlei de Carvalho para substituir Canhoto, demitido anteontem, um dia depois da derrota para o Matsubara. As negociações parecem complicadas. Varlei, que reside em Bauru, disse que aceitaria a proposta do clube para dirigir o time durante 90 dias - prazo sugerido pelo diretor Fábio Scaff - desde que o clube antecipasse o pagamento do mês de abril. Scaff não concordou, mas decidiu aguardar até segunda-feira pela resposta definitiva do treinador. Uma das opções é Dé, ex-jogador do Vasco e que também dirigiu algumas equipes cariocas.
A alternativa mais simples é a permanência de Lico, ex-meia do Flamengo e ex-técnico de equipes catarinenses, que deixou provisoriamente o cargo de supervisor para comandar o time diante do Maringá, às 17 horas de amanhã, no VGD. Na verdade, Lico encara uma tarefa nada fácil. Afinal, o Londrina é o lanterna do Campeonato Paranaense, ao lado do Apucarana. Foram dois empates e duas derrotas em quatro rodadas. Aceito o desafio, mas, se quiserem eu continue, teremos outra conversa, avisou, sem entrar em maiores detalhes.
O coletivo de ontem já revelou o dedo de um técnico disposto a mexer bastante na formação que Canhoto utilizava. No primeiro tempo, Lico tirou Villi da lateral-direita e colocou Márcio Paulino; escalou Marco Antonio no lugar do volante Corina; optou pela entrada do meia César na vaga de Fernando, além de afastar Calmon para a entrada de Rodrigo no ataque.
No segundo tempo, promoveu mais algumas experiências: o zagueiro-central Turato, os meias Nelsinho e Neno, além do atacante Flávio, barraram, respectivamente, Roberto Fonseca, César, Nedson e Benê. O meio-campo Fernando, jeito clássico e bom toque de bola, treinou entre os reservas e agradou, mas não deve atuar contra o Maringá. Falta-lhe, porém, mais movimentação. O mistério continua. Lico só confirma a equipe esta tarde.
O primeiro coletivo de Lico deixou bem claro que uma das preocupações do técnico é o posicionamento dos jogadores na área, especialmente nas cobranças de escanteios. Além disso, ele exigiu rapidez nas saídas de bola - procurou utilizar frequentemente as descidas dos laterais - e constantes inversões do meio à frente. No fim do treinamento, insistiu na prática dos chutes a gol. Vamos trabalhar muito para reverter a situação atual. É tudo o que nos resta. Expliquei isso aos meus atletas. Repito: é importante que o grupo tenha muita garra e saiba honrar nossa camisa, alertou.





