Os dirigentes do Palmeiras têm um motivo a mais para comemorar o título da Copa dos Campeões conquistado anteontem à noite, em Maceió, diante do Sport Recife – e não escondem a euforia por isso. Em fase de reformulação e perdendo a Parmalat, que deixará o clube no fim do ano, o Alviverde terá mais facilidade para acertar um novo contrato de parceria nos próximos meses, porque disputará a Taça Libertadores da América de 2001.
‘‘O Palmeiras terá boas possibilidades de acertar uma nova parceria com uma grande empresa, porque, além da Libertadores, vai participar também do Mundial de Clubes da Fifa’’, lembrou o vice-presidente de futebol, Afonso Della Mônica Netto, homem de confiança do presidente, Mustafá Contursi. A competição deverá ocorrer em julho, provavelmente na Espanha.
Assim, o clube ficará exposto à mídia e atrairá o interesse de diversas empresas, que terão seu nome bastante divulgado nos órgãos de comunicação, segundo Della Mônica. O dirigente admitiu que a ISL, grupo que tem contrato com o Flamengo e o Grêmio, conversou com a diretoria do Palmeiras. ‘‘Mas não houve nada de oficial, porque a Parmalat ainda está com o Palmeiras.’’ A partir de agora, porém, a empresa de marketing terá grande concorrência, embora as negociações estejam bem encaminhadas.
A idéia da diretoria alviverde é montar um time apenas regular para a disputa da Copa João Havelange, com a contratação de ‘‘jogadores baratos’’ e nenhum investimento de impacto. ‘‘É claro que queremos ganhar, mas disputaremos a Copa João Havelange com tranquilidade, porque já temos uma vaga na Libertadores’’, disse Della Mônica. ‘‘Estamos num processo de renovação e queremos desinflacionar o mercado.’’
Para a Libertadores de 2001, contudo, os investimentos voltarão a ser feitos, até porque, em seguida, a equipe disputará o Mundial da Fifa. ‘‘Vamos esperar o desempenho da equipe na João Havelange para, no fim do ano, definirmos a política de contratação que adotaremos para 2001’’, despistou o vice-presidente.
Neste segundo semestre, porém, o torcedor terá de se contentar com um time limitado. Prova de que o clube não quer gastar foram as últimas contratações. O volante Flávio teve seu passe comprado do União São João e o atacante Moacir foi contratado do ABC, de Natal. Somando o preço do passe dos dois, não se chega a um valor de R$ 500 mil.
O volante Galeano, por exemplo, não teve o contrato renovado e deverá deixar o clube – Vasco e Cruzeiro têm interesse no jogador.

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