Levir pode pedir um psicólogo para o São Paulo
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domingo, 20 de fevereiro de 2000
Por Émerson Couto 
São Paulo, 21 (AE) - No primeiro gol do Vasco, sábado, no Morumbi, o lateral-esquerdo Gilberto, na grande área, desviou a bola com o pé direito. "Não dá para entender uma coisa dessa", comenta Edmílson, que não jogou, aparentemente indignado. "O Amaral puxou contra-ataque", emenda. O São Paulo, que precisa de, ao menos, três gols, quarta, em São Januário, para chegar à final do Torneio Rio-São Paulo, ainda busca explicações para novo fracasso e força para uma missão quase impossível.
Apesar das dificuldades, ningúem joga a toalha. As estratégias são várias. França, o goleador, fala em fazer o primeiro gol rapidamente e surpreender o adversário. O técnico Levir Culpi mudou o esquema tático e chegou a falar, até mesmo, na contratação de um psicólogo. "Os atletas precisam controlar mais a ansiedade e fazer uma melhor preparação mental", justifica o treinador.
O psicólogo, porém, não vai poder colaborar com a difícil missão de superar o Vasco, no Rio. "Na verdade, é um trabalho de médio e longo prazo, que já vinha sendo pensado há algum tempo", esclarece Levir. O treinador sonha também ter uma assistente social para ajudar na educação dos atletas. Ter ou não um psicólogo é um assunto que divide os atletas.
França mostrou-se favorável à idéia. "A seleção brasileira tem psicólgo, é algo normal no futebol", lembra. No primeiro jogo contra o Vasco, uma derrota por 3 a 0, no Morumbi, o atacante admitiu ainda que não estava 100% bem psicologicamente. Estava havia três jogos ausente e a cobrança pela volta de seus gols era grande. "Entrei em campo bastante ansioso, com a obrigação de marcar", lembra.
Agora, mesmo com uma cobrança que deve ser ainda maior do que a de sábado, França garante que vai buscar mais tranquilidade. França é apoiado por álvaro, que, recentemente, trabalhou com Wanderley Luxemburgo na seleção brasileira, adepto das conversas com psicólogos.
"Os jogadores deveriam ouvir mais", opina o zagueiro. Belletti também achou a proposta interessante. "Tudo que vem para ajudar o time é bom", afirmou.
Para Edmílson, no entanto, o mesmo que lembrou o gol de Gilberto, com o pé direito, o que é preciso, na verdade, é os jogadores deixarem de perder os jogos em detalhes. "Não entro em campo traumatizado pelas antigas derrotas", garante. "Precisamos, sim, aprender que não se pode cometer qualque erro em uma decisão."


