Animado com o empate por 1 a 1 com o Corinthians, domingo, no Morumbi, o técnico do Cruzeiro, Levir Culpi, não deverá fazer alterações para o jogo final do Campeonato Brasileiro, quarta-feira, também em São Paulo. O treinador elogiou a disposição física de seus comandados e afirmou que pretende manter o meio-de-campo do time com quatro jogadores. ‘‘Sei que precisamos da vitória, mas o importante é fortalecer o meio, setor decisivo numa final’’, destacou Levir. Na primeira partida, disputada no Mineirão, o Cruzeiro entrou em campo com três atacantes - Muller, Marcelo Ramos e Fábio Júnior - e acabou sendo surpreendido pelo adversário. O empate por 2 a 2, em casa, teve um gosto de derrota.
Para o zagueiro Marcelo Djian, o extenso calendário deste ano fez com que os atletas de frente se cansassem mais rapidamente e tivessem dificuldades para voltar. ‘‘O meio-de-campo estava fragilizado e a nossa defesa, mais vulnerável’’, explicou o zagueiro. ‘‘Com a entrada do Valdir e do Ricardinho, eu e o Gottardo tivemos menos trabalho atrás’’.
O meia Valdo, responsável pela armação das jogadas ofensivas e pelo auxílio aos companheiros de marcação, ficou menos sobrecarregado, podendo atuar com maior liberdade. ‘‘No segundo jogo, o time tocou mais a bola e deixou os corintianos correrem atrás da gente’’, declarou Valdo. ‘‘Temos de repetir a ação na partida final, chegando mais perto da área adversária’’.
O único problema para Levir Culpi será a possível ausência do zagueiro Gottardo, que sofreu um edema muscular na coxa esquerda. O capitão cruzeirense realizou, ontem pela manhã, um exame de ressonância magnética no Hospital São Luís, em São Paulo. Ele terá de ficar em repouso até amanhã.
‘‘Fiquei tranquilo após o exame, pois os médicos não constataram nenhuma distensão ou lesão mais grave no local’’, contou Gottardo, confessando que ainda sente fortes dores na coxa. A última vez que o atleta se contundiu seriamente foi há dez anos. ‘‘É dificil ficar de fora de uma decisão, mas só quero entrar em campo se tiver condições de ajudar a equipe’’.
O zagueiro machucou-se quando faltavam 15 minutos para acabar a partida, no domingo. ‘‘Fui dar um passe de uns 20 metros a acabei sentindo uma fisgada na coxa’’, explicou Gottardo, de 35 anos. Ele disse que suportou as dores até o final, porque ficou com medo que o seu substituto, João Carlos, entrasse frio na partida. ‘‘Se não der para o jogar o Brasileiro, voltarei no sábado contra o Palmeiras, pelo Mercosul’’.

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