Belo Horizonte, 25 (AE) - Próximo de completar 200 partidas no comando do Cruzeiro, o que deve acontecer sábado, em Brasília, contra o Gama, o técnico Levir Culpi fez, hoje, um balanço de sua longa passagem pela equipe, dividida em duas temporadas. Por coincidência ou não, entre os momentos destacados pelo treinador como os de maior felicidade e de maior decepção, dois dizem respeito ao Palmeiras, equipe que o Cruzeiro enfrenta amanhã à noite, no Parque Antártica.
Segundo Levir, que disputou, até agora, 198 jogos à frente do time mineiro - com 107 vitórias, 54 empates e 37 derrotas -, a principal alegria foi a conquista da Copa do Brasil de 1996. Naquele ano, em que o técnico dirigia o Cruzeiro pela primeira vez, os mineiros ficaram com a taça derrotando o Palmeiras no campo do adversário. "Foi emocionante", disse Levir. Uma das grandes frustrações foi no final do ano passado, na decisão da Mercosul contra o alvi-verde.
Para o técnico cruzeirense, que fez a final com o Palmeiras depois de perder o título brasileiro para o Corinthians de 1998, um erro da arbitragem teria sido findamental para a perda do título. Levir se referia à não expulsão do meia palmeirense Tiago, que já tinha cartão amarelo e fez uma falta violenta em Valdo, logo aos 10 minutos de partida. "Se ele tivesse sido expulso, a história da partida teria sido diferente", afirmou.
Com cinco títulos e quatro vice-campeonatos pelo Cruzeiro no currículo, Levir, que não esconde a vontade de um dia dirigir a seleção brasileira, acredita que na atual temporada a equipe tem grandes chances de obter novas conquistas. Para isso, no entanto
o treinador reconhece que ainda precisa se aproximar mais dos torcedores, que têm lhe feito muitas críticas, apesar da boa campanha do time no Brasileiro.
Exemplo disso aconteceu na vitória de 3 a 1 sobre o Atlético-PR, domingo, no Mineirão. Ao susbtituir Muller, no segundo tempo, o treinador teve de ouvir um desagradável coro da torcida, chamando-o de "burro". "Uma ilha de ignorância cercada de pessoas inteligentes por todos os lados, é mais ou menos esta a realidade do técnico no Brasil", disse. "Mas tenho lutado muito contra isso e procurado me aproximar do torcedor, porque acho que juntos ficaremos bem mais perto da conquista do título que tanto esperamos."

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