Levir esquece Seleção para afastar crise
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segunda-feira, 16 de outubro de 2000
Agência Estado De São Paulo 
O técnico do São Paulo, Levir Culpi, determinou: não fala mais sobre Seleção Brasileira. Há duas semanas, o treinador era apontado como o mais cotado para assumir a vaga deixada por Wanderley Luxemburgo no comando da equipe. Contudo, depois das desavenças com Romário, que tornou-se verdadeiro cabo-eleitoral de Oswaldo de Oliveira, seu técnico no Vasco, e de alguns maus resultados do Tricolor na Copa João Havelange, como a goleada de 5 a 1 imposta pelo Vitória e a derrota para o Botafogo, no domingo, por 1 a 0, Culpi, que nunca escondeu de ninguém seu desejo de dirigir a seleção, vê suas chances ficarem cada vez mais remotas.
Em razão disso, o resultado da partida de hoje, contra o Internacional, às 20h30, no Morumbi, pode marcar muito mais do que a chance do time reabilitar-se na competição nacional. Provavelmente deve determinar a permanência ou não do treinador são-paulino na corrida pelo posto do demitido Luxemburgo. Uma nova derrota, desta vez em casa, praticamente elimina suas pretensões. Além do comandante vascaíno, Luis Felipe Scolari e Carlos Alberto Parreira são, hoje, indicações mais cotadas dentro da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que precisa acelerar a definição do novo comandante depois que Candinho garantiu que não vai dirigir a equipe contra a Colômbia, dia 15, no Morumbi.
Quero apenas parabenizar o Antônio Lopes pela indicação, afirmou o treinador do São Paulo, ressaltando ter ficado satisfeito pelo fato do novo coordenador-técnico ter citado seu nome entre os estudados para o cargo.
Porém, com a mesma segurança que demonstra sua satisfação por ser um dos cotados, Culpi garante que isso não o atormenta. Para ele, muitos mal-entendidos têm ocorrido desde que começou a dar declarações sobre a seleção. Se quando a gente não fala já surgem boatos, imagine se falar, disse ele. Por isso, não quero mais comentar nada relacionado à Seleção.
Culpi afirmou que sua grande preocupação no monento é evitar que o São Paulo entre na fase do desespero. O time, que soma 30 pontos, está, segundo o treinador, a seis da classificação, o que pode ser perigoso. Precisamos melhorar nossa concentração para garantirmos logo esses pontos que faltam, o que nos dará mais tranquilidade para trabalhar, explicou.


