Levir Culpi adota estilo "chorão"
PUBLICAÇÃO
domingo, 26 de março de 2000
Por Anderson Couto 
São Paulo, 27 (AE) - Apesar de sua equipe liderar o Grupo 3 do Campeonato Paulista, com 13 pontos, o técnico do São Paulo, Levir Culpi, não pára de "chorar". Suas reclamações atingem atletas e dirigentes do próprio clube, árbitros e juízes do Tribunal de Justiça Desportiva do Estado. Recentemente, o treinador alfinetou os responsáveis pelo Departamento Jurídico do São Paulo, que não conseguiram a absolvição de Sandro Hiroshi e Vágner. Para amenizar a situação, o presidente José Augusto Bastos Neto prometeu contratar um advogado do Rio, cidade-sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Na quinta-feira, Edmílson será julgado pelo tribunal da entidade, por agressão ao árbitro Oscar Roberto de Godói, no Campeonato Brasileiro.
No caso de Vágner, punido na semana passada, por ter sido expulso diante do Rio Branco, Levir criticou os árbitros da partida, Silvio Talarico e André Pinto. Sobre o julgamento no TJD, ressaltou a falta de critérios dos juízes, que absolveram jogadores em casos mais graves, como os de Rincón e Argel.
Os jogadores do São Paulo também não escapam de suas críticas. Souza, por exemplo, pela falta de marcação e pelo elevado número de passes errados no jogo contra o União Barbarense, domingo, não agradou a Levir. O centro de treinamento, na Barra Funda, é outra preocupação para o técnico, mesmo sendo considerado um dos mais modernos do Brasil. Levir voltou a reclamar do estado dos campos. Em relação aos vestiários do CT, cujo tamanho tinha irritado o treinador, uma grande reforma já foi aprovada pela diretoria. Até salas para sauna e sessões de hidroginástica estão sendo construídas no local. "Estou num grande clube do País; portanto, exijo uma grande estrutura de trabalho", destacou Levir.


