Letra de Robinho garante vitória do Santos
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segunda-feira, 08 de fevereiro de 2010
Agência Estado 
Barueri - Bastou um jogo pelo Santos para que Robinho voltasse a ser aclamado por um lance de gênio. Com um toque de letra, decidiu o clássico de ontem contra o São Paulo, em Barueri. No retorno ao clube que o revelou para o mundo, o craque retribuiu a recepção eufórica com uma pintura, que selou a vitória por 2 a 1.
Após iniciar na reserva, Robinho jogou pouco mais de 30 minutos. Foi o suficiente. ''Foi uma letra boa. Um J, de Júnior, que é meu filho'', brincou o atacante. ''É o que dava para fazer no lance. Foi fácil''.
Apesar da ''facilidade'', fez algo que, em quatro anos e meia de Europa, poucas vezes conseguiu: encantar a torcida. Quase ignorado pelos torcedores ingleses do Manchester City, Robinho voltou a viver um dia de ídolo. ''Olelê, olalá, Robinho vem aí e o bicho vai pegar'', gritou a torcida santista, em minoria na Arena Barueri, logo após o golaço do camisa 7.
Robinho entrou em campo no início da etapa final e teve três chances. Na terceira, aproveitou cruzamento da direita, a cinco minutos do fim, para marcar, de cara para Rogério Ceni. O golaço foi bem em frente à torcida do São Paulo, que ficou em silêncio total, reconhecendo o talento do rival.
''Tive a felicidade de fazer um golzinho, mas faltou condicionamento para acompanhar esta garotada'', avaliou Robinho.
Foi um clássico vibrante na Arena Barueri. As duas equipes buscaram o ataque a todo instante, aproveitando as dimensões reduzidas do campo. No primeiro tempo, o futebol ofensivo do garotos do Santos realmente prevaleceu. Em bela atuação até o intervalo, Paulo Henrique Lima e Neymar infernizaram a zaga tricolor.
O gol veio em pênalti polêmico, sofrido por Arouca e cometido por Miranda, aos 36 minutos. Foi quando o jovem Neymar mostrou frieza de veterano. Com uma paradinha, tirou Rogério Ceni do lance para abrir o placar.
O jogo voltou mais equilibrado após o intervalo. Bastante disputada, a partida seguiu movimentada. Aos 12, Dorival Júnior tirou do banco Robinho, aquele que poderia fazer a diferença. Mas quem conseguiu o gol foi o São Paulo, com Roger. O atacante, que entrou no lugar de Dagoberto, subiu mais alto que a zaga santista para, de cabeça, empatar o clássico, aos 22 minutos.
Sob o forte calor que fez em Barueri, as duas equipes diminuíram bastante o ritmo e a partida parecia se encaminhar para o empate. Marcado de perto e com eficiência por Miranda, Robinho não teve liberdade, mas conseguiu achar a brecha para decidir o clássico.
Hernanes lamentou o que considerou duas bobeiras da defesa tricolor. ''Foram dois erros e dois gols, Tivemos a bola no pé durante toda a partida, mas não soubemos aproveitar'', lamentou o meia são-paulino.
EM BARUERI
São Paulo 1
Rogério Ceni; Renato Silva, Xandão e Miranda; Jean, Hernanes, Richarlyson, Marcelinho Paraíba (Léo Lima) e Jorge Wagner; Dagoberto (Roger) e Washington (Cléber Santana). Técnico: Ricardo Gomes
Santos 2
Felipe; Wesley, Edu Dracena, Durval e Léo; Rodrigo Mancha, Arouca, Marquinhos (Zé Eduardo) e Paulo Henrique Ganso; Neymar (Germano) e André (Robinho). Técnico: Dorival Júnior
Árbitro: Marcelo Rogério
Estádio: Arena Barueri
Gols: Neymar, aos 38 minutos do 1º tempo. Roger, aos 22, e Robinho, aos 40 minutos do 2º tempo


