Lesões tiram sono de técnicos estrangeiros
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domingo, 30 de abril de 2006
Folhapress 
São Paulo - Poder ser uma lesão ou a fase ruim. Mas, a pouco mais de um mês do início da Copa do Mundo, um exército de atacantes famosos está bem longe do apogeu. O temor vivido por Carlos Alberto Parreira, que vê Ronaldo no Real Madri sofrendo com lesões e Adriano longe do time titular da Inter de Milão, se repete com boa parte dos treinadores que vão estar na Alemanha.
A começar por Sven-Gran Eriksson, o técnico da Inglaterra. Anteontem, ele perdeu Wayne Rooney, que quebrou o pé e vai ficar afastado seis semanas. Vou levar Wayne para a Copa mesmo que ele tenha uma ínfima chance de jogar depois da primeira fase, adiantou Eriksson. Também anteontem, a Itália ficou sabendo que não terá Vieri, outro no departamento médico.
Lesões também colocam em xeque a participação do tcheco Koller, vice-artilheiro das eliminatórias européias, e do paraguaio Roque Santa Cruz - ambos se machucaram no ano passado.
A Argentina se preocupa com Messi. Já passou há muito tempo a previsão inicial do tempo que ele ficaria fora do Barcelona.
Quem teve contusões mais leves e já voltou a campo está fora de ritmo. Foi o que aconteceu, por exemplo, neste final de semana com o espanhol Fernando Torres e com o inglês Michael Owen.
A turma dos goleadores com a saúde em dia, porém em má-fase técnica, também é grande.
O holandês Ruud van Nistelrooy virou freqüentador assíduo da reserva do Manchester United. O mexicano Borgetti já deixou claro que pretende sair do Bolton por estar sendo pouco aproveitado. Drogba, da Costa do Marfim, também passou uma temporada no banco de outro inglês, o Chelsea, e tem seu nome cotado para deixar o milionário clube.
Shevchenko continua titular absoluto no Milan, mas não balançou as redes nas últimas cinco partidas que disputou, incluindo nas duas semifinais contra o Barcelona de Ronaldinho pela Copa dos Campeões da Europa.


