Cingapura - Se antes de os carros de F-1 irem à pista pela primeira vez à noite só se falava sobre as eventuais dificuldades de se correr sem luz natural, ontem, depois que o Force India de Giancarlo Fisichella deixou os boxes em Cingapura para os primeiros treinos livres da 15 etapa do Mundial, o foco mudou.
O moderno e inédito sistema de iluminação instalado nas ruas da cidade para o GP de amanhã, às 9h, ficou em segundo plano após os pilotos saírem dos carros com dores no corpo, na cabeça e até com alguns machucados em carne viva. O motivo, as ondulações na pista.
Mas não foi só. O fato de a pista, por ser de rua, ser muito estreita em alguns trechos, não dando margem para erro, também foi a tônica dos discursos. Isso tudo será fundamental hoje, a partir das 11h, quando acontece o treino que define o grid do GP de Cingapura.
E como se não bastassem tantos desafios, a classificação pode ser de extrema importância na corrida, já que este é um dos circuitos mais travados do calendário. São 23 curvas, o que só o coloca atrás da também estreante pista de Valência, que tem 25. ''Claro que não é exatamente a mesma coisa que correr durante o dia, porque ainda falta um pouquinho de visibilidade'', falou Felipe Massa, vice-líder do Mundial, só um ponto atrás de Lewis Hamilton.
Apesar de os pilotos terem elogiado bastante a iluminação artificial, alguns tinham queixas sobre a última curva do circuito, pois acreditam que ela está um pouco menos iluminada que os demais trechos, causando uma certa confusão. ''Mas nossa dificuldade aqui é que esta é uma pista em que qualquer pequeno erro pode ser fatal. Temos que pensar em arriscar, mas temos de saber que qualquer coisa você pode acabar estampando o muro'', completou o brasileiro, que foi o segundo na primeira sessão e o terceiro na segunda.
Comparações com Mônaco também marcaram grande parte das entrevistas pós-treinos no paddock de Cingapura. ''O circuito requer muito mais fisicamente dos pilotos do que eu podia imaginar'', declarou Hamilton, o mais veloz na primeira sessão realizada à noite na F-1 e que, apesar do horário, foi realizada com temperatura mais elevada que nos dois últimos GPs, por exemplo - o treino começou com 29ºC na pista e 28ºC de temperatura. ''Eu diria que é necessário o dobro da energia em uma volta do que se gasta em Mônaco. Uma volta aqui é como duas lá'', completou Hamilton, vencedor nas ruas do principado.

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