Lesões afetam atletas de fim de semana
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sábado, 22 de maio de 2004
Thiago Mossini<br> Reportagem Local 
São Paulo - As lesões causadas pela prática de esportes, suas consequências e os tratamentos foram a tônica do Workshop de Medicina Esportiva, promovido pela Merck Sharp & Dohme, em São Paulo, na semana passada. O evento reuniu grandes nomes da área no Brasil e exterior, como Jorge Rodriguez-Larrain, diretor médico de pesquisa clínica da multinacional, Moisés Cohen, presidente do Comitê de Medicina Desportiva da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), da Sociedade Latino-Americana de Medicina Desportiva e chefe do Departamento de Tarumatologia do Esporte da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Rogério Teixeira da Silva, diretor do Comitê de Tarumatologia Desportiva da SBOT, e Ralph Gambardella, médico consultor da Liga Nacional de Beisebol dos Estados Unidos e da equipe do Los Angeles Dodgers.
As lesões musculares são as mais frequentes nos chamados ''esportistas de fim de semana''. De acordo com Gambardella, a virilha e os quadris são as regiões mais afetadas. ''Quando uma distensão (ruptura do músculo) é microscópica, ela é de grau um e a recuperação é bem rápida. Mas quando você vê a lesão aparecer, que seria uma ruptura total, o atleta fica no mínimo três meses parado, em recuperação'', explicou.
De acordo com o médico, os ligamentos do tornozelo e joelho também sofrem bastante, principalmente para jogadores de futebol e basquete. ''O gelo é o melhor analgésico, pois reduz o edema e a inflamação. Os atletas de fim de semana não se lembram disso, acham que não é nada (a contusão) e, à noite, o tornozelo está enorme'', afirmou o norte-americano, que alerta que levantar a área machucada acima do nível do coração também ajuda na recuperação. ''Mas não adinata por a perna no banquinho, tem que levantar'', ressaltou.
Em caso de a lesão não desaparecer num intervalo de 48 horas, os médicos aconselham procurar um especialista. Mas não é o que ocorre normalmente. Na maioria dos casos, o atleta prefere se auto-medicar ingerindo antiinflamatórios. De acordo com uma pesquisa realizada recentemente no México e no Brasil, encomendada pela Merck Sharp & Dohme, 44% das pessoas que tomam esses medicamentos sem prescrição médica sofrem efeitos colaterias. ''Geralmente o efeito é estomacal ou gástrico, que pode variar de problemas comuns, como dor de estômago, a complicçãoes mais sérias, como úlcera'', alertou Larrain.
Para prevenir as lesões esportivas, o atleta precisa fazer corretamente o alongamento e aquecimento, antes e depois da prática do esporte.
O repórter viajou a convite da Merck Sharp & Dohme


