São Paulo - Antes de partidas decisivas, é quase senso comum entre os treinadores que é necessário fazer mistério. Esconder a escalação é o preferido deles. Paulo César Carpegiani subverteu a lógica e logo após a vitória sobre o Goiás por 1 a 0 que classificou o São Paulo para as quartas de final da Copa do Brasil, ele confirmou a equipe que vai jogar a semifinal do Estadual amanhã, às 16h, contra o Santos, no Morumbi.
''Vou usar os mesmos jogadores (que jogaram contra o Goiás) para iniciar o jogo. Talvez faça algumas mudanças táticas. Mas o time está escalado. Essa é a equipe que vai para o próximo jogo, não tem como fazer diferente'', analisou Carpegiani.
A única dúvida que ele tem é na zaga, uma vez que o zagueiro Rhodolfo saiu no intervalo se queixando de dores musculares. O jogador sofreu lesão na panturrilha esquerda e não treinou ontem.
''Pedi para que o Rhodolfo não participasse também do treino de sexta. Ele tem um edema, possivelmente uma contratura. Posso dizer que ele está bem melhor em relação ao pós jogo contra o Goiás. Melhorou uns 60%. Mas só na hora vamos saber. Ele vai fazer o teste. Se ele continuar sentindo dor, não tem como levar a campo'', explicou José Sanchez, médico do São Paulo. Se o camisa 4 não puder jogar, Xandão será titular ante o Santos.
Rivaldo
Apesar de ter entrado muito bem na partida, dando dois lindos passes para Jean sair na cara do gol do Goiás, ainda não será desta vez que Rivaldo começará jogando uma partida decisiva desde o início.
''O Rivaldo está na mesma condição dos outros. Ele tem a técnica para fazer bons passes, aproveitando o momento que a equipe estava extasiada. Está à disposição e vai ser usado da mesma maneira que os outros'', disse o treinador.
Carpegiani também reconheceu que o São Paulo, que fez quarta-feira seu terceiro jogo decisivo em uma semana, está cansado e que isso tem prejudicado o rendimento da equipe. Mas nem esse fato o faz mudar de ideia escalar uma equipe diferente.
''Nós não vamos ter tempo para fazer uma recuperação física ideal. O stress de tantas partidas decisivas tem causado um pouco esse cansaço. Mas não dá para poupar porque há a necessidade de conseguir os resultados'', finalizou.

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