Miami - Dez dias depois de Laís Souza sofrer grave acidente enquanto esquiava em Salt Lake City, nos Estados Unidos, treinando para os Jogos de Sochi, o médico responsável pelo caso, Antônio Marttos Jr., falou pela primeira vez com a imprensa brasileira baseada no País. Respondendo perguntas feitas por meio de um chat online organizado pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB), o profissional indicou que ainda há chances de a ex-ginasta não ficar tetraplégica.
"Não é possível, nesse momento, afirmar qualquer prognóstico sobre o quadro final da Laís. Ainda é muito cedo para dar qualquer prognóstico, mas temos alguns sinais de que a lesão é grave, mas não completa. Reitero que é impossível nesse momento saber como irá evoluir a parte motora", garantiu o médico.
Ele, porém, vê com otimismo a possibilidade de Laís voltar a respirar sem a ajuda de aparelhos. "O ponto mais positivo nessa primeira semana foi em relação à parte respiratória. Nesse momento, iniciamos o processo de diminuição do suporte de ventilação mecânica à Laís. Até o momento ela está tolerando bem esse 'desmame'. Estamos otimistas de que ela sairá do ventilador mecânico", afirmou.
Ele contou ainda que a atleta sente o local da cirurgia, consegue mover os ombros e tem alguma sensibilidade na parte superior do braço e do tórax.
Laís, que competiria no esqui aéreo nos Jogos de Sochi, estava internada desde o último dia 27 no Hospital Universitário de Utah, em Salt Lake City, onde foi submetida a uma cirurgia de realinhamento da terceira vértebra da coluna. Desde o dia seguinte ao acidente ela recebe o acompanhamento de Marttos Jr, que é médico do COB e fica baseado em Miami. Na última quarta ela foi transferida para o Hospital da Universidade de Miami. (A.E.)

mockup