Lesão afastará Paraguaio do time por três semanas
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quarta-feira, 23 de abril de 2003
Lúcio Flávio Moura<br>Reportagem Local 
Estirada com o apoio de um banquinho, a perna direita de Paraguaio não dói. O atacante do Londrina pode ficar no sofá à vontade, assistindo a seus programas de TV prediletos.
Mas quando ele precisa caminhar, flexionar o joelho, a expressão de tranquilidade dá lugar a uma expressão de sofrimento. As dores são fortes e o atacante de 28 anos não pode nem pensar em correr atrás da bola, a coisa que mais gosta na vida e com a qual ele paga suas contas.
Segundo o departamento médico do Londrina, esta situação deve se estender por duas ou, mais provavelmente, por três semanas. Uma ressonância magnética constatou o estiramento do ligamento colateral cruzado, uma contusão semelhante a sofrida pelo meia-atacante Marcelo Silva, outra peça importante da equipe de Roberto Fernandes que também desfalcará o time nas primeiras rodadas da Série B do Campeonato Brasileiro.
Como o colega catarinense, Paraguaio terá que fazer tratamento em três períodos. Já está tomando anti-inflamatórios. Amanhã, começa a fisioterapia. A vontade já faz o atacante pensar em abreviar o prazo de recuperação. ''Estou louco para jogar. Quem sabe não dá para a segunda rodada?'', disse, ontem à noite. ''Tenho objetivo de ser o artilheiro do campeonato. Já vou sair atrás e não posso ficar muitos jogos fora se não fica difícil''.
Se isto prevalecer e a gana superar prognósticos científicos, Paraguaio joga contra o CRB, na estréia do Tubarão no Estádio do Café, marcada para o segundo dia de maio. Porém, a hipótese é improvável. A comissão técnica calcula que o atacante só estreará contra o Brasiliense, no dia 17 de maio.
A última contusão grave do artilheiro do LEC na temporada ocorreu há três anos, quando ele quebrou o nariz em um treino recreativo do Foz, o clube que defendia na ocasião. ''Não sou de machucar. É muito chato que isto tenha acontecido justamente agora''.
Ontem os médicos que prestam serviço ao Londrina também vetaram Márcio Alan, assíduo frequentador do DM desde que chegou no início do ano. A dor na coxa esquerda não diminuiu e ele continua trabalhando na cidade, longe da Estância Ferraz, concentração rural que o elenco deixa hoje depois do almoço para fazer o coletivo apronto no VGD.


