Lerner defende Paraná. Londrina vê 'casuísmo'
Londrina e Paraná Clube aguardam com expectativa a definição dos três grupos da Copa João Havelange, que substituirá o Campeonato Brasileiro. Inseguro, o Londrina defende a manutenção das mesmas regras do Brasileirão. Já o Paraná sonha em participar do Grupo A da competição. Para isto, ganhou ontem o apoio do governador Jaime Lerner (PFL), que enviou uma carta ao presidente do Clube dos Treze, Fábio Koff, pedindo que o Paraná Clube seja incluído na Copa João Havelange.
De acordo com Lerner, o Paraná credencia-se para a competição, por ter sido campeão brasileiro da Série B no terceiro ano de sua criação, em 1992, e por ter sido seis vezes campeão estadual. O governador também cita que o Estado já conseguiu um título brasileiro com o Coritiba, em 1985 e tem revelado atletas de destaque, o último deles, o meia Alex, da seleção.
Apesar de todo o entusiasmo da diretoria do Paraná, é bem provável que a equipe participe do Grupo B (segunda divisão). Ontem, a imprensa carioca dava como certa a formação do Grupo A com América-MG e Juventude.
Já o coordenador-geral do Londrina, Célio Guergoletto, considerou um absurdo o esboço do Grupo B da Copa João Havelange. Isto é um casuísmo. Estão acabando com a credibilidade dos campeonatos oficiais. O correto seria manter as regras do jogo e prevalecer o acesso e descenso.
Guergoletto também ficou revoltado com os prováveis convites para o Brasília e o Bandeirante, do Distrito Federal, e os mineiros Vila Nova e Uberlândia. Isso não existe. Os clubes gastaram muito para permanecer na Série B e deveriam ser respeitados, condenou ele, que sugere uma medida mais radical pelos integrantes do Clube Brasil (entidade fundada este ano e que representa os interesses das equipes da Série B). O Clube Brasil deveria entrar na Justiça e melar tudo isso.
Após o fracasso de mais uma tentativa de formalizar uma parceria para o Londrina, Célio Guergoletto já admite deixar o clube como vem sendo sugerido por parte de alguns cronistas esportivos. O coordenador afirmou ontem que se o clube não conseguir patrocínio suficiente para disputar a Série B ou o Grupo B da Copa João Havelange, deve mesmo entregar o cargo: Se não tiver nenhum recurso, torna-se inviável participar do campeonato. Então, devo entregar o time como vem querendo alguns segmentos da imprensa.
(Colaborou Agência Estado)





