O armador central Léo, 30 anos, enfim voltou a treinar com o elenco da Unifil/FEL/Sercomtel. Ontem, depois de um longo tempo de idas e vindas, entre as permanências com a seleção e os períodos de recuperação de contusões, o armador pôde enfim reencontrar os companheiros de time. E foi logo avisando que ficará até o final da Liga Nacional, que inicia este mês e vai até dezembro. Ele não descarta ficar até a Olimpíada de Pequim, em 2008.
''Vou ficar até o fim do ano, pode ter certeza. E agora é pegar de novo o ritmo com os companheiros para fazermos uma grande campanha. Temos novamente chances de fazer a final (da Liga). Saíram algumas peças (jogadores), mas houve reposição e o grupo está forte'', assegurou Léo.
Ontem à tarde, no treino no Moringão, o armador mostrou a medalha de ouro conquistada no Pan do Rio, com a seleção masculina, no último dia 22. O outro jogador da Unifil que representou Londrina nos Jogos, o ponta-direita Silvio, só se reintegrará ao grupo amanhã à tarde. Ontem, ele receberia uma homenagem na sua cidade natal, Atibaia (SP).
Sobre a medalha de ouro no Pan, Léo creditou a conquista à melhor preparação física e tática do Brasil em relação à Argentina, o adversário na final. ''Conseguimos fazer tudo certo dentro do que foi planejado para não cruzarmos na semifinal com os argentinos, que são nossos rivais históricos e também adversários do Brasil no último Pan (Santo Domingo)'', relatou.
Ele admite que a seleção teve muitos erros na estréia contra o Chile, devido à ansiedade, mas depois melhorou contra o Canadá e venceu o jogo-chave contra Cuba. ''Nossa vantagem foi que deixamos Cuba e Argentina se 'matarem' na semifinal, enquanto fizemos um jogo tranquilo com o Uruguai. Aquele jogo entre eles, que teve inclusive prorrogação, foi muito desgastante para os argentinos, que vieram cansados para jogar a final conosco'', analisou.
Léo frisou que ''não passava pela cabeça de ninguém na seleção'' voltar do Pan com a prata. ''Todo mundo estava com o foco voltado só para o título, porque nos garantiria na Olimpíada. Além disso, foi muito importante para a Confederação de Handebol (CBHb), porque garante a permanência dos patrocínios e o crescimento dos investimentos na modalidade''.
A medalha também foi vista por Léo como uma conquista pessoal. ''Era uma medalha que ainda me faltava e teve um gosto especial, pois na final de Winnipeg (1999), no Canadá, perdemos o título e a vaga na Olimpíada para Cuba'', relembrou.
Léo disse que agora é esquecer do Pan e focar a Liga Nacional. Ele decidiu esquecer as propostas da Europa para cumprir até o fim o seu contrato com o time londrinense. ''Outros colegas, como o Borges (Metodista) e o Zeba (São Caetano) acertaram com times espanhóis e o Lito (Pinheiros) foi para a Itália. Eu preferi permanecer aqui para ficar mais próximo da seleção, pois tenho a Olimpíada como meta no ano que vem'', explicou.

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