Santos - A maioria dos jogadores do Santos desconversa diante da pergunta sobre as possibilidades de fechar a temporada com uma consagradora vitória contra o Barcelona, o time modelo do futebol mundial, em dezembro, no Mundial de Clubes da Fifa, no Japão. A cinco jogos de completar 400 partidas pelo clube, Léo é exceção e deixa claro que não teme a equipe de Messi, Xavi, Iniesta e Villa, entre outros craques.
''A melhor maneira de jogar contra o Barcelona é ir para cima. É um time de muita qualidade, mas seus grandes jogadores são mortais como a gente e dentro do campo são 11 contra 11. Quem faz a história somos nós. Por que não podemos ser essa grande surpresa? Se o torcedor acredita, temos que acreditar mais ainda'', argumentou o lateral-esquerdo.
Ao ser lembrado da marca pessoal que poderá atingir contra o Atlético Paranaense, no próximo dia 29, no Pacaembu, se não desfalcar o time nenhuma vez até lá, Léo brincou. ''TÃ? velho''. Mas, em seguida, embora seja o jogador mais velho do grupo, com 36 anos, ele mostrou a alegria de um iniciante em razão de finalmente ter se livrado das seguidas contusões. ''Estou me recuperando do ano frustrante que foi 2010. Fiquei impossibilitado de atuar num número elevado de jogos em razão das lesões. Neste ano estou jogando até demais e estou feliz por me aproximar dessa marca expressiva. Vivo um momento maravilhoso e vou continuar trabalhando muito para chegar ao Mundial de Clubes (em dezembro) em plenas condições''.
O motivo da diferença entre o ano passado e o atual é que Léo fez uma boa pré-temporada, passou a treinar menos com bola e a trabalhar mais a parte física. Dessa forma, desapareceu o desequilíbrio de uma perna para outra. Por enquanto, ele não pensa em parar de jogar.
Faltando dois meses para o fim do seu contrato, um novo, com mais um ano de duração, já está na mesa do diretor de futebol, Pedro Luiz Nunes Conceição, pronto para ser assinado. ''Faltam apenas alguns detalhes burocrático'', disse o dirigente nesta terça-feira. ''Depois de cumprir o novo contrato vou decidir o que fazer. Se estiver me sentindo bem como agora, continuarei jogando, senão encerro a carreira e talvez passe a ser dirigente'', projetou o lateral.

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