Santos - Léo e Elano vão ter que trabalhar muito nos treinos para ter lugar no time para o Mundial de Clubes da Fifa, no próximo mês, no Japão. Os dois remanescentes da geração de 2002 foram traídos pelas seguidas lesões e enfrentam dificuldades para recuperar a forma. Ao mesmo tempo em que a improvisação de Durval na lateral esquerda fortaleceu a defesa, Henrique se encaixou bem no time, atuando na função de segundo volante, permitindo que Arouca tenha liberdade para sair para o ataque.
Após o empate com o Atlético Goianiense, Muricy Ramalho deu a entender serem mínimas as chances de os dois voltarem a ser titulares, mas nesta sexta ele explicou que como ainda falta quase um mês para a estreia no Japão, ainda não tomou uma decisão. ''Léo e Elano tem chance de jogar o Mundial'', anunciou o treinador. Mas, em seguida, avisou que no seu time ninguém tem cadeira cativa. ''Eu não tenho mania. Minha única mania é dentro de campo. Se o jogador estiver bem, joga. Se não tiver, não joga. Porque se você não for justo não tem a mínima chance de ter o respeito dos jogadores''.
Muricy explicou que era sua intenção escalar Léo contra o Coritiba, amanhã, na capital paranaense, mas atendeu ao pedido de dispensa do lateral-esquerdo para resolver um problema particular. Porém, o treinador lembrou que o atleta terá mais dois jogos - domingo da próxima semana contra o Bahia, na Vila Belmiro, e na última rodada diante do São Paulo, em 4 de dezembro - para mostrar que está pronto para voltar a ser titular.
Léo aceita a decisão, mas com uma ponta de descontentamento. ''Futebol é assim mesmo. Saí da equipe por contusão depois de jogar 14 vezes direto. Vou fazer a minha parte, que é trabalhar'', afirmou o lateral-esquerdo.
Elano está em situação mais difícil. De acordo com Muricy Ramalho, o meia tem um déficit muscular na coxa esquerda que o impede de participar de coletivos. Segundo o treinador, ele será liberado para todo tipo de treinamento na próxima semana. (A.E.)

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