Léo, central da Unopar, brilha na Seleção Brasileira de Hanbebol
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terça-feira, 06 de abril de 2010
Renato Oliveira<br>Reportagem Local 
Ao lado do goleiro Maik, do Pinheiros, o central Léo que defende a Unopar/Sercomtel/Londrina é um dos mais experientes jogadores da seleção brasileira de handebol. Iniciando os trabalhos para o próximo ciclo olímpico, recentemente ele foi peça fundamental na final dos Jogos Sul-Americanos, na Colômbia, quando a meta era manter a superioridade brasileira contra o time argentino.
Artilheiro da equipe na final - que terminou com vitória brasileira por 30 a 28 - com nove gols, Léo ficou encarregado de capitanear o elenco formado pelo espanhol Javier Cuesta, uma vez que está na seleção desde 1996. Depois de passar com facilidade pelas seleções da Colômbia, Uruguai e Chile, ele acredita que o estilo parecido com o handebol europeu foi o desafio na hora de enfrentar os ''hermanos''.
''Essa final contra a Argentina foi uma das dez melhores da minha carreira em 11 anos. Entrei confiante em quadra, consegui organizar o jogo e finalizei muito bem'', analisou. Ele destacou ainda a atuação do goleiro Maik, do Pinheiros, que definiu como ''sensacional''. ''Se não fosse ele, talvez não sairíamos vencedores. Tirando os destaques individuais, como o armador Zeba (Pinheiros), que também jogou muito, o grupo inteiro estava bem concentrado'', completou.
A rivalidade contra os hermanos também é antiga. Léo ameniza qualquer provocação que parta dos brasileiros, afinal a fama de cantibeiros em qualquer esporte é característica dos rivais. Ele acredita que, por ter material humano de qualidade, o brasileiro não precise ser um atleta provocador e por isso os adversários utilizam esta técnica para ''nivelar'' o jogo.
''Temos que aceitar, porque já sabemos que se entrarmos na catimba o rendimento cai. Isso é ruim para quem é acostumado com o estilo de jogo tranquilo, porque quebra a concentração e reduz o rendimento'', aponta, destacando que já encontrou com três gerações de argentinos em quadra e, tirando o episódio do Pan-Americano do Rio, em 2006, quando quase houve uma briga, nunca passou por maiores problemas.
Léo acredita que o atleta profissional não deve pautar a atuação em quadra de acordo com o nível dos adversários. Mas contra os argentinos explica que ''parece que tem algo a mais''. ''Você vira bicho dentro da quadra. É algo que coloco dentro da minha cabeça. Se não for desse jeito, não vou conseguir jogar bem e o grupo pode sair de quadra derrotado. É muito importante aumentar o nível de concentração, disposição e ansiedade'', aconselha.
Mas quando o assunto é nível técnico, ele aponta que os rivais desenvolveram um estilo muito próximo do handebol europeu. ''Como eles têm forte influência no trabalho de fundamentação europeu que é muito bom, já sabíamos que seria bem complicado'', analisou o central. Mas o grande trunfo dos brasileiros, acredita, está na estatura dos atletas, que são mais fortes. ''Apesar de mais fundamentados e melhores tecnicamente, a gente conseguiu se sobressair nesse aspecto'', completa.


