Lenha para queimar
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segunda-feira, 01 de maio de 2017
Pedro Marconi<br>Reportagem Local 

A carreira já não é tão balada como antes, porém não significa que está no fim. Com passagens por grandes clubes brasileiros, como Palmeiras, Grêmio e Vasco, o volante Léo Gago ainda não pensa em pendurar as chuteiras. Aos 34 anos, ele está no Cianorte desde janeiro, quando foi apresentado como um dos principais nomes do time, que ficou em terceiro lugar na classificação geral do Paranaense.
Experiente, ele aposta no rigor na alimentação e num dia a dia disciplinado para continuar atuando em alto nível por pelo menos mais três anos. "Quando você é mais novo acaba se empolgando um pouco e comigo não foi diferente. Hoje estou com a cabeça no lugar, casado há quase sete anos e com dois filhos. É manter a disciplina, academia e treinamentos. Penso em jogar mais dois ou três anos em alto nível e quando ver que estou atrapalhando vou parar porque tenho autocrítica. Ainda possuo condição de jogar e mostrei isso no Paranaense", destacou.
Como o Leão do Vale não tem calendário após o fim do Estadual, o jogador já faz planos para o segundo semestre. "Espero (jogar) um clube bacana, igual o Cianorte, com boa estrutura, que paga certo, como no Nordeste ou no Sul do Brasil. Torço para que Deus abra uma boa porta para que eu possa levar minha família e ser feliz", projetou. "Se alguma instituição de Série A ou B quiser abrir as portas, eu estou querendo mostrar trabalho e ganhar títulos."
Conhecedor da segunda divisão do Brasileiro, tendo defendido Avaí, Bahia e Paraná Clube na competição, Léo Gago não rejeita a possibilidade de vestir a camisa do Londrina. "Já conheci o CT (do Londrina) em 2013 quando tive a oportunidade de treinar com o Palmeiras. Conversei com o Sérgio (Malucelli), na época, e ele mostrou o pensamento do clube e a estrutura, que é muito boa. Se acaso houver interesse da parte de lá, da minha também vai ter", reconheceu.
PRECONCEITO
Atuando pelo Sampaio Corrêa pela Série B do ano passado, o atleta deixou a equipe maranhense em julho de 2016, quando alegou cansaço em pagar para trabalhar, já que, segundo ele, não recebia salários havia dois meses. Como as inscrições para jogar no futebol brasileiro profissional estavam encerradas, ele resolveu aceitar o convite para defender o Iguaçu, de Santa Felicidade, para que pudesse manter atividade na Suburbana, que é a principal competição de futebol amador de Curitiba.
De acordo com o jogador, a atitude fez com que sofresse preconceito. "Saíram matérias falando que eu estava passando fome, mas são pessoas infelizes que não sabem da minha vida e que eu amo jogar futebol, seja profissional, amador ou pelada. Treinava duas vezes por semana com preparador especializado. Quando o Iguaçu me convidou aceitei na hora. Vejo como uma boa passagem, fui campeão e isso é o importante", relembrou.
LADO EMPRESÁRIO
Não é só de futebol que Léo Gago vive. Como forma de já garantir o futuro, ele prepara a inauguração de uma franquia da Casa X, rede de festas da apresentadora Xuxa Meneghel, em Curitiba. "Jogo por prazer. Hoje tenho meus próprios negócios e alguns apartamentos. Consegui investir bem o dinheiro que ganhei. Estou abrindo um novo projeto em Curitiba com um bufê infantil. É o começo de um nova etapa de empresário e empreendedor", contou.
PASSAGEM PELO CIANORTE
Presente na derrota para o Londrina por 4 a 1 pela partida de ida da final do interior, o atleta lamentou o resultado, mas avaliou a história pelo Leão do Vale como positiva. "Perdemos a semifinal para o Coritiba e o jogo de ida do título do interior para o Londrina. Mas, nada é impossível, quero sair vitorioso. Está sendo uma bela passagem, porém quero ficar marcado com título e coisas boas para sair vitorioso", disse ele, que marcou apenas um gol neste ano com as cores do Cianorte.


