Leitores de ambos os sexos
No blog Marina há textos de seus ''convidados'', pessoas especializadas em diferentes áreas que têm em comum a paixão pelo futebol. Entre eles, o jornalista carioca Ulisses Matos, o publicitário Nelson Botter Junior, o editor do UOL Paulo Rebêlo, o âncora do programa Cartão Verde Vladir Lemos, o arquiteto londrinense Christian Steagall-Condé, o publicitário e arquiteto carioca Olavo Dáda e o músico Guca Domênico, da banda Língua de Trapo. No time feminino, há textos das jornalistas Cristiana Soares, do blog ''Por que Heloísa?'' e de Andréia Moura, blogueira de ''No País do Futebol''.
Apesar da presença maciça de homens que aprovam seu estilo, Marina diz que escreve mesmo para mulheres e gostaria que as comentaristas de futebol buscassem um modo mais feminino de dar seus ''pitacos'' sobre os jogos, evitando falar como os homens. Também acha que eles não levam muito a sério o que as mulheres, em geral, têm a dizer sobre o assunto.
Mas por quê? ''Porque eles precisam ter esse clubinho, sentindo-se donos do pedaço. O futebol é o espaço de cumplicidade deles, que não se juntam para falar da vida pessoal, como as mulheres, mas sim para comentar o jogo.'' E vai mais longe: ''Já que escolhemos quase tudo por eles, a cor do carro, da casa, o que vamos comer, vamos deixar que eles pelo menos se sintam únicos no futebol.''
Dado o recado, Marina surpreende apontando alguns erros na tentativa das mulheres entrarem em campo disputando a bola. O futebol feminino, segundo ela, nunca irá despertar o mesmo interesse daquele jogado pelos marmanjos, mas poderia atrair torcedores justamente por ser diferente. Para começar, ela diz que o uniforme poderia ser outro, o que não significa jogar de salto alto ou de meia fina. Diz, simplesmente, que as mulheres poderiam usar saias, como as tenistas: ''Isto daria identidade feminina às jogadoras''.
No seu blog há um selo que indica parceria com a instituição Ashoka/Nike, que visa melhorar a participação da mulher no esporte. A instituição escolheu Marina como uma de suas parceiras porque, escrevendo de forma original, ela faz comentários sob a ótica feminina e sempre coloca as mulheres para cima. (C.M.)





