O Leites Nestlé derrotou ontem o Mizuno-Uniban e conquistou o tricampeonato da Superliga feminina de vôlei. A equipe de Sorocaba, jogando em seu ginásio, para cerca de 2.000 pessoas, bateu a de São Caetano por 3 sets a 0 (15/8, 15/8 e 15/12), em 1 hora e 25 minutos. O resultado fechou o playoff final do campeonato em 3 jogos a 0 para o Leites Nestlé.
A conquista, a terceira nas últimas três temporadas, demonstra a hegemonia do time do técnico Sérgio Negrão no vôlei feminino em nível nacional. Nesta Superliga foram 25 vitórias em 27 jogos, um aproveitamento de 92,6%.
‘‘No começo tinha cobrança de termos que ganhar o campeonato invictas. Depois, cobraram passar pela semifinal invictas. E depois, queriam 3 x 0 na final. Não acabamos invictas, mas conseguimos corresponder às expectativas’’, disse a atacante Denise.
‘‘O tricampeonato foi merecido. O Leites Nestlé foi o time mais regular de toda a temporada. E, apesar dos problemas de contusão que tivemos, como o da Ana Paula, a equipe conseguiu manter o mesmo padrão tático’’, afirmou o técnico Sérgio Negrão.
Durante toda a partida, o Leites demonstrou sua superioridade. O ataque foi eficiente, com Karin Negrão e a alemã Susanne Lahme nas bolas de meio e Denise e a norte-americana Tara Cross-Battle nas de ponta. ‘‘Joguei pelo time, por Jesus Cristo e por mim’’, afirmou. Do outro lado, o Mizuno cansou de errar na recepção, o que dificultou o trabalho das levantadoras Fofão e Sabrina.
No jogo, dos 45 pontos do Leites, 19 foram em erros do Mizuno. ‘‘Erramos, mas o mérito foi todo do time deles, que fecharam bem o bloqueio’’,
comentou o técnico William Carvalho. ‘‘Estou triste por ter perdido hoje’’, acrescentou o treinador do Mizuno. ‘‘Mas contente pela campanha. Éramos a quinta força e chegamos à final, perdendo para a melhor equipe do mundo.’’
A atacante Ana Moser creditou a derrota à falta de experiência do time.
‘‘Valeu o trabalho, tínhamos no time muitas jogadoras inexperientes.’’ Para a levantadora Fernanda Venturini - capitã do Leites e considerada,
segundo estatística da Confederação Brasileira de Vôlei, a melhor da
Superliga na defesa e levantamento -, a conquista teve um sabor especial. O título veio no dia em que completa um ano e sete meses de namoro com
Bernardinho, técnico da seleção adulta feminina. ‘‘Vou comemorar com ele e com a equipe. Na quinta ou sexta, devemos estar em São Paulo para a festa da Nestlé, em alguma boate’’, disse ela.

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