Leipzig - Leipzig, de quase 500 mil habitantes, única sede da Copa que pertencia à Alemanha Oriental (além de meia Berlim), vive semana diferente por causa do sorteio dos grupos do Mundial. Milhares de visitantes representam todos os continentes e mudam um pouco a rotina da tranquila cidade, ainda tomada em boa parte por obras. Mudam um pouco, mas não muito. Os rígidos costumes do povo e dos estabelecimentos comerciais seguem praticamente inalterados.
Mesmo recebendo gente de dezenas de países, vários restaurantes não possuem cardápio em inglês ou em qualquer idioma que não o alemão. É comum observar os garçons, de forma prestativa e gentil, mostrar o prato para o cliente, que sofre com o menu em alemão a exceção é o bratwurst, o famoso salsichão que se come em quase todos os lugares da cidade.
Os horários também são pouco flexíveis. Buscar um restaurante aberto a partir das 23 horas não é tarefa das mais fáceis. Os alemães estão acostumados a se recolher cedo, principalmente no inverno. ''Vocês acham que 10 horas da noite é cedo para os restaurantes fecharem? Ué, até que horas os restaurantes ficam abertos no Brasil?'', perguntou uma recepcionista de hotel a um grupo de brasileiros que buscavam lugar para jantar.
A estação central de Leipzig é belíssima, considerada a mais bonita da Alemanha e uma das mais charmosas da Europa.
Ontem, cidadãos e residentes de Leipzig fizeram festa percorrendo vários quilômetros da cidade, em evento organizado pela Fifa, como forma de recpcionar os representantes dos 32 países participantes da Copa de 2006. (A.E.)

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