A atacante Leila, de 27 anos, é a brasileira mais bem colocada nas estatísticas da primeira fase do Campeonato Mundial Feminino de Vôlei, no Japão. O Brasil assegurou vaga entre as quatro melhores equipes do mundo e Leila, que este ano já foi a melhor jogadora na conquista da medalha de ouro no Grand Prix da Ásia, apenas confirma a boa fase. As estatísticas consideram a pontuação, ataque, bloqueio, saque, defesa, levantamento e recepção.
Leila (foto) lidera as estatísticas de ataque, com 116 ações e 68 acertos, convertidos em 25 pontos e em uma série de vantagens para o Brasil. Se mantiver a primeira colocação no ranking do fundamento, a jogadora ganhará US$ 50 mil. É a primeira vez que a Federação Internacional de Vôlei (FIVB) oferece prêmios em dinheiro no Mundial. Leila também é candidata aos US$ 100 mil reservados à melhor jogadora da competição.
Em segundo e terceiro lugares no ataque, respectivamente, estão a cubana Ana Valle Fernandez e a russa Lioubov Sokolova. A quarta colocada é a também brasileira Virna, com 30 pontos em 138 ações. Leila é, ainda, a 11ª entre as pontuadoras, com 37 pontos, e a 9ª melhor no saque, com média de eficiência de 0,33.
Virna também conseguiu destaque nos dois fundamentos: é a quinta no saque (média de 0,56) e a sexta entre as pontuadoras, com 52 pontos. Ela aparece, ainda, em 16º lugar no bloqueio, fundamento em que a melhor da seleção é Ana Paula, em 11º. Fernanda Venturini é a quarta levantadora do Mundial. As melhores em cada fundamento são as seguintes: pontuação, Barbara Jelic, Croácia; ataque, Leila, Brasil; bloqueio, Regla Torres, Cuba; saque, Elles Leferink, Holanda; defesa, Hiroko Tsukumo, Japão; levantamento, Maurizia Cacciatori, Itália; recepção, Hiroko Tsukumo, Japão.
Uniforme - As brasileiras não gostaram da repreensão dos árbitros da partida do Brasil contra o Peru, na madrugada de segunda-feira, ao gesto de Leila, que tem o hábito de puxar a manga esquerda da camiseta para cima. Adeptas da dupla short e camiseta como a roupa ideal para o vôlei - já haviam rejeitado o uso do macaquinho no Grand Prix - as atletas lembraram que cubanas e peruanas estão jogando de maiô, uniforme que parece o das corredoras do atletismo.

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