Lei Pelé deve ser votada só em 98
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segunda-feira, 06 de outubro de 1997
Agência Estado 
Mesmo com a manutenção do regime de urgência para sua tramitação, o projeto da Lei Pelé poderá não ser votado ainda neste ano. A opinião é do deputado Tony Gel (PFL-PE), relator do projeto, que pretende instalar hoje a Comissão Especial com a responsabilidade de analisar todos os dez capítulos do projeto. Instalada a comissão, vamos convidar cerca de 20 personalidades do esporte para comentar sobre o projeto, disse Gel. Mas, se os membros da comissão pedirem outros nomes, o tempo de consulta pode ser maior que o do regime de urgência.
Gel pretende convidar personalidades como Ricardo Teixeira, João Havelange, Zico, e representantes do Clube dos 13, do Clube dos 11, do Comitê Olímpico Brasileiro e de entidades dos jogadores e árbitros.
O regime de urgência prevê votação do anteprojeto até 3 de novembro, quando expira o prazo de 45 dias. O ministro dos Esportes, Pelé, pediu a Tony Gel que a análise a ser feita pela comissão não ultrapasse 40 sessões, permitindo sua votação em tempo hábil. Mas a própria formação da comissão colabora com o atraso - caso o PMDB não apresente hoje seus seis indicados (chegando ao número previsto de 31 parlamentares), a comissão só vai ser instalada amanhã.
O problema é que a maioria é contra o projeto, comentou Tony Gel, prevendo derrota na votação da Câmara se o governo mantiver o regime de urgência. A extinção da lei do passe, formação de clubes-empresa e ligas de futebol, são recusados por boa parte dos membros da comissão.. Já foram apresentadas 127 emendas ao projeto, a maioria (16) elaborada pelo deputado Eurico Miranda (PPB-RJ).


