ArquivoPelé: amador não recebeA regulamentação da Lei Pelé, publicada ontem pelo Diário Oficial, poderá causar muita polêmica, na medida em que altera totalmente as relações já institucionalizadas ao longo do tempo no esporte brasileiro entre clubes, atletas, federações e confederações. Não apenas no futebol. A lei acaba com o esporte amador no Brasil, no conceito em que o termo era empregado - para definir a prática de todos os outros esportes que não fosse o futebol. Agora os praticantes do vôlei, basquete, judô, atletismo, natação, vela etc, são atletas profissionais.
‘‘A Lei Pelé não é só para o futebol, mesmo que dirigentes de federações e confederações queiram entender assim’’, alerta o advogado Heraldo Panhoca, colaborador na redação do projeto. ‘‘Amador é um termo que terá de ser usado exclusivamente por quem não recebe dinheiro para praticar esporte’’, esclarece Heraldo.
Confirma que nomes como os de Paula, Janeth, Oscar, Carlão, Maurício, Ana Moser, Robert Scheidt, Aurélio Miguel, Gustavo Borges, têm de ser, obrigatoriamente, incluídos em uma lista de atletas profissionais, assim como os de qualquer jogador de futebol. Eles ganham dinheiro para praticar esporte, participam de competições com a presença de estrangeiros e têm patrocínios, tudo o que caracteriza o profissionalismo.
A situação para os clubes, federações e confederações desses esportes, no entanto, pode ficar muito complicada na medida em que a maioria não se encaixa ao texto da nova lei, em vigor desde 25 de março.

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