Lei impede investimentos, diz prefeito
O prefeito de Bandeirantes, Celso Silva, justificou que o União Bandeirantes pediu licença da Federação Paranaense de Futebol (FPF), mas que continua em "plena atividade jurídica", o que impede os investimentos com dinheiro público no Estádio Luiz Meneghel, de propriedade do clube. De acordo com ele, o local foi cedido ao município e, atualmente, a carta de intenção de uso deve passar por uma avaliação, principalmente para verificar se existe viabilidade orçamentária. "A Lei de Responsabilidade Fiscal veda benefícios a associações e clubes por parte do gestor público", argumentou.
Além disso, ele lembrou que a cidade sofreu eventos climáticos entre novembro e janeiro, que provocaram danos no município e agravou a situação no estádio. "No final do ano passado, um mini ciclone com ventos de quase 120 km/h destelhou a cobertura da arquibancada. Em janeiro, ainda tivemos as fortes chuvas que castigaram todo o Estado. Em 2016, também enfrentamos queda de arrecadação e precisamos continuar com o aporte obrigatório para saúde e educação. Neste cenário, o estádio não é prioridade", afirmou. Mesmo sem investimentos estruturais, ele garantiu que o local passa por limpezas regularmente.
Apesar da dificuldade, o prefeito destacou que o local e o União Bandeirantes fazem parte do patrimônio histórico do município e comentou que não existe previsão sobre a doação do estádio ao poder público. "A área também já foi alvo de vandalismo com furtos de sanitários, fiação elétrica e até de um transformador", lamentou. Com a limitação estrutural do Luiz Meneghel, o prefeito disse que os projetos para a prática de futebol são realizados em dois campos municipais e no Estádio São Bento, áreas públicas com infraestrutura para a modalidade.





