Já existe uma Lei Municipal de Incentivo ao Esporte da Prefeitura de Curitiba que destina parte da arrecadação do IPTU dos clubes e associações esportivas a atletas e instituições com projetos aprovados por uma comissão especial. ''Entretanto, no ano passado o Jockey Clube, maior contribuinte da Lei, deixou de participar como incentivador, ocasionando uma grande perda para os atletas'', conta Ivan Durand Júnior, diretor de Marketing da Federação Paranaense de Judô.
Uma alternativa (ou solução) financeira para o problema pode se concretizar em março, quando o projeto que cria a Lei Estadual de Fomento e Incentivo ao Esporte Olímpico e Paraolímpico terá primeira discussão/votação na Assembléia Legislativa. O projeto, apresentado pelo deputado Claiton Kielse já foi aprovado pela comissões de Constituição e Justiça, de Finanças e de Educação, Cultura, Esportes, Ciência e Tecnologia, em 2005 , repassa 1% da arrecadação do ICMS ou outro imposto estadual, para as federações esportivas.
''O grande diferencial desse projeto de lei é que levou em consideração as necessidades dos dirigentes das federações'', defende Durand. De acordo com o deputado, caso aprovada, a Lei tem condições de ser implantada em todas as 93 federações esportivas do Paraná, com apoio da Paraná Esportes e dos municípios.
Outras propostas do projeto de lei é possibilitar os custeios e acompanhamento do esporte amador pelas federações e governo do Estado, desde a primeira categoria de cada modalidade até antes do profissional, e ainda criar um centro de excelência que abrigue todas as federações esportivas. A idéia, um tanto ousada, é construir um lugar semelhante a ''Vila Olímpica'', que reúna os melhores atletas do Paraná de cada categoria, unificando a organização das entidades e reduzindo gastos. (F.G.)

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