'Lei do silêncio' provoca racha entre jogadores do Corinthians
Das agências
De São Paulo
A lei do silêncio voltou a ser adotada pelos jogadores do Corinthians ontem. De agora em diante, eles só vão falar após os jogos, a exemplo do que aconteceu no domingo, na vitória por 2 a 0 diante do Guarani, no Morumbi. A medida, no entanto, já começa a evidenciar certas discordâncias entre os próprios atletas, que pode até rachar o grupo no momento decisivo do Campeonato Brasileiro. Alguns querem falar, mas não podem. A decisão de ficar calado foi tomada por meio de uma votação. Edílson e Vampeta são os líderes do movimento.
Não falo quando estou concentrado, disse Vampeta, no domingo. Ontem à noite, os jogadores já estavam reunidos em um hotel. Ricardinho acredita que as coisas poderiam voltar ao normal. Rincón também não concorda com o silêncio. Dinei, contrário desde o início, até brincou. Estou louco para falar, mas não posso. A comissão técnica, embora contra o silêncio, deu liberdade aos atletas.
Os jogadores reapresentaram-se ontem à tarde no Parque São Jorge. Edílson chegou atrasado, mas teve o erro contemporizado pela comissão técnica. Luizão, recuperado de contusão, deve ser a novidade do time amanhã contra o Guarani, no Morumbi.
Guarani O técnico do Guarani, Carlos Alberto Silva, vai precisar fazer pelo menos duas modificações na equipe para o jogo de amanhã contra o Corinthians. Por causa da expulsão do meia André Gomes, o técnico deve escalar Luiz Fernando para recompor o meio-de-campo. Na vaga do atacante Mauro, que foi operado ontem após ser atingido por um chute do zagueiro corintiano Nenê no último jogo, deve atuar Gilson Batata.





