LEC vende Ricardo para pagar salários atrasados
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segunda-feira, 13 de abril de 2009
Renato Oliveira<br>Equipe da Folha 
Londrina - O suspense sobre a venda do centroavante Ricardo chegou ao fim. O Grêmio, de Porto Alegre, por meio de um grupo de investidores, fechou o negócio e comprou o jogador do Londrina pelo montante de R$ 600 mil. Desta quantia, metade será repassada ao Nacional de Rolândia, que detinha 50% dos direitos sobre o passe do centroavante - os R$ 300 mil restantes ficam com o LEC.
Segundo Peter Silva, presidente do Londrina, o contrato foi fechado por três anos e, enquanto permanecer no banco de reservas, o salário do jogador será de R$ 10 mil. Quando passar a integrar a equipe titular este valor sobe para R$ 30 mil. Ainda conforme o contrato estabelecido com o clube gaúcho, tanto o LEC quanto o NAC permanecem com 10% de seus direitos federativos.
Mas esta notícia também vem aliviar a situação dos 30 colaboradores do clube londrinense, entre comissão técnica e jogadores, que estão há dois meses com os salários atrasados.
De acordo com Peter, os recursos da transação de Ricardo resolverão os problemas financeiros até o final de abril. A partir de maio, ele cogita procurar ajuda da prefeitura e da Fundação de Esportes. Existem outros projetos viáveis, como a parceria com a SM Sports, do empresário Sérgio Malucelli.
O Iraty, ou melhor, os jogadores da SM Sports, empresa que gerencia o Azulão, devem vestir a camisa alviceleste mesmo na Série D do Brasileiro. A parceria entre a empresa e o Londrina deve ser fechada nos próximos dias e seria uma espécie de experiência para uma transferência definitiva do clube para Londrina.
Um dos sócios da empresa, Sérgio Malucelli, visitou ontem as obras do moderno centro de treinamentos que constrói em Londrina e aproveitou para falar pela primeira vez sobre o assunto. À noite, ele receberia de Peter Silva um raio-X da situação alviceleste para ver a viabilidade da parceria, mas de acordo com o próprio empresário, o acerto só não ocorreu ainda porque eles estudam uma blindagem do orçamento para o semestre, afim de não ter os investimentos obstruídos por ações trabalhistas do passado. (Colaborou Thiago Mossini)


