LEC vende Ricardo, enquanto luta para não cair
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segunda-feira, 06 de abril de 2009
Thiago Mossini<br> Reportagem Local 
O Londrina confirmou ontem a venda da parte que lhe pertence dos direitos federativos do atacante Ricardo. O valor é o mesmo divulgado pela FOLHA no sábado: R$ 250 mil. A direção do clube, porém, não informou o comprador, que deve ser o Coritiba.
A notícia será dada de forma oficial apenas hoje, já que o negócio foi definido somente ontem à noite. O salário oferecido pelo clube comprador quase atrapalhou o acordo, uma vez que não agradava aos procuradores de Ricardo. A FOLHA tentou falar tanto com o jogador como com as pessoas que cuidam da carreira dele, mas eles estavam reunidos justamente para fechar o negócio. O presidente do Londrina, Peter Silva, também não concedeu entrevista. No Coritiba, o diretor de futebol Homero Halila não confirmou a transação.
Ontem à tarde, surgiram outros dois boatos envolvendo a venda do atacante de 21 anos, autor de seis gols no Paranaense. A primeira é de que o novo clube dele seria o Paraná Clube. A segunda, é de que os compradores seriam dois: J. Malucelli e o ex-atacante Élber, que tratou de negar. ''Eu estava no Chile e quando cheguei já vi no jornal que havia essa negociação'', disse.
A venda de Ricardo é a esperança para a solução de parte dos problemas financeiros do clube. Dos R$ 250 mil, 15% - cerca de R$ 37 mil -, vão para o acordo com o Justiça do Trabalho. O restante será usado para pagar a folha salarial, atrasada em dois meses.
Os outros 50% dos direitos econômicos de Ricardo continuarão de posse do Nacional. Para que o atleta não conseguisse sua liberação na justiça, o time de Rolândia recolheu o INSS e o FGTS dele referente aos últimos meses, que não haviam sido pagos pelo Tubarão.
Enquanto comemorava a venda de Ricardo, a cúpula alviceleste participava de mais um capítulo da tentativa de se manter na primeira divisão do Estadual por meio do tapetão. O advogado do clube e presidente do Conselho Deliberativo, Ricardo Ramalho, entregou as provas recolhidas contra o Rio Branco. O LEC acusa o time parnanguara de ter escalado o zagueiro Orlei irregularmente contra o Iguaçu. Segundo acusações, o jogador teria que ter cumprido suspensão por acumulo de cartões.
''É batom na cueca'', disse Ramalho à Rádio Brasil Sul. O procurador Ramon Medeiros tem até sexta-feira para encaminhar a denúncia ao presidente do Tribunal de Justiça Desportiva do Paraná (TJD-PR).


