Um dos principais símbolos do Londrina Esporte Clube, o ex-goleiro Zeferino Pasquini, que morreu no último domingo, aos 74 anos, será homenageado pelo clube que tanto amava. A diretoria alviceleste vai colocar o nome dele em um dos departamentos do clube.
A sede administrativa do Londrina, no Estádio VGD, está em reforma e deve abrigar, entre outras salas, a de conquistas do clube em seus 55 anos de história. Assim, o espaço pode ganhar o nome de 'Sala Zeferino Pasquini'.
''Estamos estudando ainda como iremos homenageá-lo. Provavelmente vamos dar o nome dele a algum departamento do clube. Vou esperar a conclusão das reformas e falar com o Getúlio (Castilho, vice-presidente do clube). Foi uma perda sentida. Zeferino era alegre, trabalhador e uma pessoa que realmente gostava do Londrina'', afirmou o presidente do Tubarão, Cláudio Canutto, que era amigo pessoal do ex-goleiro. Ele também estuda uma homenagem ao ex-massagista Toninho e ao contador Francisco Simões, dois outros parceiros de longa data do clube, que morreram recentemente.
Pasquini convivia com problemas no coração há um bom tempo e piorou nos últimos meses. Há duas semanas, estava internado na Santa Casa. Seu corpo foi velado em Londrina, ontem, e depois seguiu para o sepultamento em sua cidade natal, São Manoel-SP. ''A gente via que ele não estava bem nesses últimos tempos. Vamos sentir muita falta dele. O Zeferino era meu amigo pessoal'', lamentou Canutto.
Ele era uma das lendas do futebol londrinense, querido e admirado por todos, por sua simpatia, bondade e pelos serviços prestados ao Londrina e ao esporte londrinense. Teve como sua casa por mais de três décadas o Estádio do Café. Cuidava como se fosse seu.
Pasquini começou a carreira no Corinthians. Era reserva de Gilmar dos Santos Neves. Defendeu Náutico-PE, Atlético-PR, Coritiba e muitos outros. No Tubarão, ficou por uma década. Jogou e foi treinador de goleiros.
O prefeito Barbosa Neto decretou luto oficial por três dias pela morte de Zeferino.

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