O Malutrom teve confirmada no final da tarde de ontem a sua participação na Copa Sul-Minas, que começa no dia 12 de março e vai até 12 de julho. O que poderia cair como um banho de água fria para o Londrina Esporte Clube (LEC) serviu para esquentar de vez o clima entre os dois clubes paranaenses, já que o Tubarão não está disposto a ceder a vaga. A cota para clubes do porte do Londrina e Malutrom é de cerca de R$ 450 mil.
O Malutrom foi suspenso preventivamente, por 30 dias, pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), no dia 6 de dezembro, por ter ingressado na Justiça comum pleiteando a vaga. Na última terça-feira, os advogados do clube entraram com pedido de retirada da ação, o que não havia sido analisado pela Justiça até o final da tarde de ontem. A medida acabou inviabilizando a realização do torneio seletivo que serviria para definir qual equipe ficaria com a vaga.
O presidente do Londrina, o advogado Osvaldo Sestário Filho, afirmou que a definição da vaga para o time de São José dos Pinhais é uma incoerência, já que do ponto de vista jurídico, a Constituição Federal e o próprio regulamento da CBF, estabelecem penalisação.
Mesmo com o pedido de retirada da ação, o presidente do LEC explicou que como as partes Londrina e Federação Paranaense - já haviam sido citadas, teriam que concordar com a medida. ''O Malutrom se utilizou da Justiça Comum e agora, simplesmente a CBF retira a punição e não acontece nada. Eles estão abrindo um precedente perigoso'', completou.
O Tubarão aguarda para hoje uma definição sobre o julgamento do mandado de garantia que ingressou na quarta-feira junto ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), no Rio. O diretor de marketing do LEC, Peter Silva, afirmou que está disposto até mesmo a colocar na rua uma campanha de boicote à competição. ''Até uma hora antes do início da Copa, o Londrina estará brigando pela vaga''.

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