LEC tenta explicar instabilidade
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quarta-feira, 18 de setembro de 2002
Lúcio Flávio Moura<br> Reportagem Local 
O Londrina continua brincando de gangorra na Série B do Campeonato Brasileiro. Como se estivesse no brinquedo do playground, o time parece fadado à instabilidade.
Nas 10 primeiras rodadas, a equipe não obteve nenhuma vez dois bons resultados consecutivos. A péssima atuação e a derrota para o último colocado da competição 1 x 2 para o Bragantino não significou apenas um revés moral para uma equipe em busca de auto-afirmação.
As consequências podem ser observadas na tabela. A equipe perdeu duas posições 15º para o 17º e se distanciou do G-8 (grupo dos times na zona de classificação). Antes do jogo de anteontem, o Tubarão rondava o oitavo colocado, o Remo, que tinha apenas dois pontos a mais. Com a estagnação, o time está agora a cinco pontos do time paraense, que manteve a mesma colocação. O fantasma do rebaixamento ainda continua assustando. O alviceleste tem apenas três pontos a mais do que o Mogi Mirim, o 21º colocado.
Para o técnico Ivair Cenci, três ou quatro jogadores titulares estão ''rendendo abaixo de suas possibilidades'', o que vem prejudicando o conjunto do time. Ele citou o exemplo do lateral-direito Vandinho. Destaque do time em alguns jogos do Brasileiro, o ex-jogador do União Bandeirante decepcionou o treinador no confronto com o lateral-esquerdo Bill, um dos melhores do Bragantino.
O treinador atribuiu a derrota ao descontrole emocional dos jogadores. ''O time leva um gol e abaixa a cabeça''. E voltou a frisar a falta de comunicação do time, que gerou o pênalti e o gol de desempate. ''Temos que descobrir o motivo porque isso está acontecendo''. Ele disse que o zagueiro Jozimar, que falhou nos dois lances, estava ''inseguro'', ''talvez por causa da braçadeira de capitão''. Jozimar negou que estivesse nervoso. Preferiu explicar a fragilidade defensiva lembrando do posicionamento dos meio-campistas, que acabaram expondo em demasia a zaga. ''Não tremi por ser capitão. Até porque já vinha fazendo isso ao lado do Marcão'', defendeu-se Jozimar.
Alex Lopes, o meia-defensivo de 33 anos que veio com a fama de líder, disse que o time não pode abrir mão de pontuar em determinada circunstâncias. ''Se não dá para ganhar, tem que jogar para não perder''. Segundo ele, não faltou comunicação dentro de campo e sim organização tática. ''Estou rouco de tanto gritar''. Para ele, o time tem que pensar em não cair para evitar uma pressão muito grande. ''Temos que conquistar as coisas por etapa'', receitou. ''De qualquer jeito, não ganha de ninguém''.


