A diretoria do Londrina tentou ontem pôr um fim no princípio de crise que se instalou no clube. O ponto culminante foi o atraso no pagamento de salários dos jogadores, cuja folha de pagamento não ultrapassa os R$ 30 mil. O desvio de finalidade de recursos do caixa do clube irritou o diretor de futebol Cícero Afonso da Silva, empresário paulista responsável pela contratação de quase todo o elenco, que cobrou maior responsabilidade dos demais dirigentes.
A turbulência fora de campo aconteceu no momento em que o time mostra poder de reação no Campeonato Paranaense (venceu o Paraná Clube e empatou com o Coritiba). Os diretores afirmam que o problema está superado e que não irá influir no rendimento da equipe no jogo de amanhã, às 20h30, no Estádio do Café, contra o Prudentópolis.
Apesar de a crise ser evidente, nem todos no clube a admitem. ‘‘A única crise que existe aqui é a falta de dinheiro’’, afirmou o vice-presidente geral, Agostinho Miguel Garrote. O dirigente reconheceu ter sido reembolsado por ter pago diversas contas do clube nos últimos meses, como alimentação e transporte dos jogadores. O assunto, que começou a ser discutido na segunda-feira à noite, teve sequência ontem.
Na reunião também ficou decidido que o clube criará um caixa único. A preocupação é evitar que o presidente do clube, José Carlos de Costa Castro, o Zé Café, continue centralizando o dinheiro arrecadado com ambulantes, bares e estacionamento no Estádio do Café.
O diretor de marketing, Peter Robson Silva, explicou que o pagamento só não foi feito ontem por um erro bancário. Ele garantiu que hoje o problema estará sanado. Esta foi a última parcela da TV que o Londrina recebeu. Do total de R$ 128.036,75, o clube perdeu R$ 25.736,00 para pagar ações trabalhistas e mais R$ 8.003,00 de juros de adiantamento das parcelas.
Dentro de campo, o técnico Freitas Nascimento confirmou no coletivo de ontem à noite, no Estádio do Café, que Chico ocupará a lateral-esquerda no lugar de Carlos Eduardo.

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