O Londrina será julgado na sexta-feira pela 5ª Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), da CBF, pela denúncia da Procuradoria de ato racista por parte de um torcedor alviceleste no jogo contra o Brasil, no dia 28 de junho, no estádio Bento Freitas, em Pelotas.
O LEC foi denunciado com base no artigo 243-G, parágrafo 3º do CBJD (Praticar ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência). A punição prevê multa entre R$ 100 a R$ 100 mil, além da perda de um a dez mandos de campo. "A exclusão da competição é só em casos mais graves e que envolvem jogadores e um grupo grande de torcedores, o que não é o caso. O Londrina não corre esse risco", explicou o advogado do clube, Osvaldo Sestário.
Segundo ele, o clube está recolhendo fotos, imagens e depoimentos do torcedor que aparece nas imagens imitando um macaco, alegando que inicialmente foi xingado por um grupo de torcedores do Brasil, que estavam em cima de uma árvore do lado de fora do estádio e que a imitação não passou de uma brincadeira. "Vamos mostrar que a torcida do Brasil já tem precedentes de insultar os adversários chamando-os de macaco", frisou.
O gestor do Londrina, Sérgio Malucelli, criticou o rigor da CBF nas punições aos clubes brasileiros. "Não é punindo e quebrando os clubes que se vai mudar a cultura do brasileiro. Não vi nada de anormal nos gestos. O negócio é fazer futebol sem espectador nenhum, já que o torcedor não pode fazer mais nada no estádio. A maior responsável por tudo isso é a CBF que liberou o estádio sem condições nenhuma", ressaltou.
No último dia 26, o Londrina foi punido com a perda de um mando de campo e multa de 10 mil, em virtude da explosão de dois rojões nas arquibancadas do estádio Willie Davids, no confronto contra o Tombense. O clube recorreu da decisão e aguarda um novo julgamento. (L.F.C.)

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