''A partir de hoje somente será permitido o acesso da imprensa ao campo de treinamento após o encerramento dos mesmos''. Este é o primeiro dos cinco itens do ato administrativo baixado ontem pelo presidente do Londrina, Osvaldo Sestário Filho, com o objetivo de restringir o trabalho dos jornalistas que fazem a cobertura diária do futebol do clube.
O documento estabelece também cotas de tempo para cada tipo de veículo nas entrevistas pós-jogo. O ato proíbe ainda entrevistas de funcionários do clube, sob pena de serem demitidos por justa causa.
O último ponto esbarra na obviedade (para uma dependência particular): ''Na sede administrativa do LEC, somente será permitida a entrada de pessoas estranhas, após serem devidamente anunciados e identificados pelos funcionário do clube''.
A justificação do ato: ''As medidas visam a profissionalização e uma melhoria nas condições de trabalho como horários e organização assim pedimos a colaboração de todos''.
O diretor de futebol, Aldivino Generoso, disse que não foi comunicado sobre a medida, mas que em sua opinião ''o assunto poderia ter sido tratado em uma reunião entre a comissão técnica, a imprensa e a diretoria''.
O técnico Ivair Cenci assegurou que a restrição não foi um pedido da comissão técnica e dos jogadores. Na última partida, vitória diante do União São João, o presidente Sestário Filho foi alvo de críticas de radialistas por ter invadido o campo para reclamar da arbitragem.

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