LEC procura estádio para jogo com Uberaba
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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Thiago Mossini<br> Reportagem Local 
Naviraí. Cidade sul-mato-grossense de cerca de 46 mil habitantes, que não poderá ver a dupla mais badalada do futebol brasileiro. A Naviraíense terá que enfrentar Robinho, Neymar e os outros astros do Santos no Estádio Morenão, em Campo Grande. Isso porque o estádio do município, o Virotão, tem capacidade para apenas 1,5 mil torcedores. Londrina, 500 mil habitantes. Terceira do Sul do Brasil, celeiro de jogadores e políticos influentes e que, assim como a pequenina Naviraí, não poderá ver seu time jogar em casa na Copa do Brasil. A pouco mais de duas semanas do prazo final para vistorias nos estádios para o jogo de volta contra o Uberaba, dia 10 de março, o Estádio do Café continua sem receber uma melhoria sequer e o Tubarão terá que arrumar outra casa para disputar o torneio.
Londrina tem dois grandes e sucateados estádios. O VGD, caldeirão para 10 mil torcedores, já foi riscado dos planos da administração municipal, que quer vendê-lo para levantar dinheiro e assim tocar outros projetos esportivos. Já a maquiagem feita no Café por anos não é mais aceita pela Federação Paranaense de Futebol (FPF) e o estádio, que comporta mais de 30 mil torcedores, só será liberado quando passar por uma reforma de verdade.
Na tradicional entrevista que concede todas as quintas-feiras, o prefeito de Londrina, Homero Barbosa Neto (PDT), ressaltou a falta de dinheiro para as obras e que o processo burocrático para a reforma do estádio é demorado, pois depende de licitação e de todos os trâmites legais. Ele praticamente descartou que o Café esteja pronto para atender às exigências dentro do prazo. Barbosa, que não mediu esforços para defender a SM Sports na briga com o grupo Universe pela gestão do clube, ainda aproveitou para alfinetar os gestores do Tubarão. ''Eles falaram que tinham estádio, tinham CT'', cobrando do grupo a conta pela manutenção do estádio.
A vistoria que vetou o estádio foi feita no dia 14 de janeiro. Porém, os problemas no Café são antigos e mais do que conhecidos. Banheiros em condições precárias, falta de entrada específica para torcida visitante e de um muro de 800 metros de comprimento que separa o Autódromo Ayrton Senna do estádio. Há um alambrado no local e a construção do muro custaria cerca de R$ 350 mil.
O engenheiro civil Reginaldo Cordeiro, que preside a comissão de vistorias da FPF, disse ontem que não tem outra visita agendada ao estádio. ''Não adianta nem ir aí. Nada foi feito. Não vou perder a viagem. E dessa vez não vamos admitir mais'', disse o engenheiro. ''Exigimos que Engenheiro Beltrão e Foz do Iguaçu fizessem o muro e eles o fizeram. Não podemos agir diferente com o Londrina''.
Segundo ele, o estádio mais próximo em condições de receber o confronto entre Londrina e Uberaba é o Waldemiro Wagner, em Paranavaí. O grupo gestor, por sua vez, já mandou avisar que não é de sua alçada bancar a reforma do Café e procura outro lugar para mandar seu jogo. O Estádio dos Pássaros, em Arapongas, é a principal alternativa, mas depende de uma vistoria da FPF. Se passar pelo Uberaba, o Londrina encara o vencedor de Fluminense x Confiança-SE.
Enquanto o impasse sobre o estádio não acaba, o grupo gestor corre contra o tempo para inscrever os jogadores o mais rápido possível, já que na semana que vem a FPF estará em recesso por causa do Carnaval. O gerente de futebol, Edenilson Franco, o Pateta, passou toda a tarde de ontem em Curitiba, tratando da documentação dos atletas.
Dentro de campo, o técnico Ademir Bertóglio continua trabalhando na busca de sua equipe titular. Na quarta-feira, o Londrina venceu por 3 a 1 o jogo-treino contra o time Sub-20 do Sport Campo Mourão. Amanhã, a equipe faz seu primeiro teste de verdade ao encarar o Engenheiro Beltrão, às 17 horas, no Estádio João Cavalcanti de Menezes, em Beltrão. A estreia alviceleste na Copa do Brasil será no próximo dia 24, em Uberaba.


