Precisando que seu time vença o Paranoá por dois gols de diferença, domingo, no VGD, no jogo de volta da segunda fase da Série C do Campeonato Brasileiro, o técnico do Londrina, Roberto Fonseca, ganhou mais dois problemas ontem, justamente no setor responsável por balançar as redes. Ele pode ficar sem a dupla de ataque para o jogo decisivo.
O nome de Bruno entrou na pauta de julgamentos do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) da CBF. O atacante será julgado na sexta-feira por ter insinuado que o árbitro Ito Dari Ranov teria ajudado o Cianorte a vencer o Londrina no dia 27 de agosto por 1 a 0. Bruno foi denunciado no artigo 251 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) que diz: ''Reclamar, por gestos ou palavras, contra decisões da arbitragem ou desrespeitar o árbitro e seus auxiliares.'' A pena prevista varia de um a quatro jogos de suspensão.
A defesa será feita pelo advogado curitibano Domingos Moro, que conseguiu livrar na semana passada o presidente do Conselho Deliberativo do Atlético-PR, Mário Celso Petraglia, de uma grande punição por ter ofendido o zagueiro Alex e o médico José Sanches, ambos do São Paulo, durante a partida entre as duas equipes em Curitiba.
Com Renatinho, o problema é clínico. O atacante, destaque do time nos últimos dois jogos, bateu com o calcanhar direito com força no duro gramado do Estádio JK, em Paranoá, e reclama de muitas dores. Foi feito um raio-X do local, que está bastante inchado, e existe a suspeita de que o calcanhar do jogador possa estar trincado. Ele será poupado dos treinamentos até amanhã à tarde, quando será reavaliado.
Fonseca prefere pensar nos substitutos a lamentar a perda dos dois. ''É complicado perder os dois pelo entrosamento e pelo ritmo de jogo, mas não posso chorar o que perdi. Tenho que valorizar o que vou usar. Tem o Alex (Paulista), o Fabinho, o Moisés'', disse Fonseca.
O treinador também não terá o lateral-esquerdo Micael, que recebeu o terceiro cartão amarelo. Ele aguarda a liberação da documentação de Tita para confirmá-lo como substituto. Tales e Adriano são as opções para o caso de improviso.
O atacante Abraão não deve se apresentar ao Londrina. O empresário do jogador quer que o clube garanta pelo menos três meses de contrato para o atleta e o negócio deve ser desfeito.
Paranoá No adversário de domingo do Tubarão, a principal preocupação é em arrecadar dinheiro para pagar as despesas com a viagem para Londrina. O clube enfrenta muitas dificuldades financeiras e está com os salários atrasados. Segundo a fundadora e presidente do Paranoá, Gedalva Egino Soares, os R$ 35 mil da folha de pagamentos são pagos com a colaboração de cada um dos diretores. ''Os recursos que eu tinha já acabaram'', lamentou Gedalva.
Devido às dificuldades, o time deve enfrentar os cerca de 1,1 mil quilômetros que separam as duas cidades de ônibus.

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