Assahi e Londrina fazem hoje, em Rolândia, a partida adiada de domingo pela Série-2 (segunda divisão) do Campeonato Paranaense. O jogo seria disputado no último final de semana em Assaí, mas o time local perdeu o Estádio Municipal interditado e perdeu o mando de duas partidas devido a incidentes ocorridos na partida contra o Arapongas. A Federação Paranaense de Futebol (FPF) optou pelo Estádio Erick Jorge.
O Londrina precisa da vitória para continuar com chances de conseguir uma vaga do Grupo A para os playoffs da segunda fase. O time soma 13 pontos, contra 14 da Portuguesa, 15 do Nacional e 17 do líder Arapongas. No domingo, quando será realizada a última rodada da fase de classificação, o Londrina recebe o Nacional no Estádio do Café.
Além do desespero do Assahi, que tem apenas sete pontos e luta para escapar do rebaixamento à Série A-3, o Londrina carrega mais um desafio: a torcida do Nacional, que igualmente se mantém na briga.
O técnico Val de Mello, que saiu dos juniores para comandar interinamente o Londrina, disse que a matemática não o preocupa. ‘‘Nossa única saída é conquistar seis pontos nas rodadas finais. Deus me livre se a gente ficasse nas mãos dos outros... Nem me falem de empate. Se podemos seguir em frente numa boa, não vamos dar sopa pro azar’’, afirma o treinador.
Na opinião de Vall de Mello, é fundamental que o Londrina leve a campo alguns ingredientes que ele considera indispensáveis. ‘‘Garra, determinação, pegada... Enfim, esses detalhes de que tanto falei aos meus jogadores. Bati muito nessa tecla. Mas não podemos nos entregar ao desespero. Nada de afobação. Vamos pensar, raciocionar. Quero que todos tenham a cabeça no lugar’’, recomenda o técnico, que aposta na experiência do grupo, especialmente do goleiro Renato, do zagueiro Ivanildo e dos meias Humberto e Eraldo, que puxaram a corrente de fé na palestra de ontem, no Estádio Vitorino Gonçalves Dias (VGD), numa espécie de ‘pacto pela vaga’ na reta final do returno.
Val conseguiu escalar o melhor time do Londrina no momento, inclusive Eraldo, que se recuperou das dores na barriga e volta ao meio-de-campo ao lado de Marco Antonio, Jefferson e Humberto. Mais duas novidades: Pitty retorna à lateral-direita e Lélis recupera a posição original na lateral-esquerda.
O ‘xerife’ Ivanildo, também recuperado de uma entorse no joelho, retorna à zaga-central. Freitas, que marcou um gol de cabeça diante do Comercial, barrou Vanderlei Santos, já se impõe e continua na quarta-zaga. Aléssio e Fábio Nascimento permanecem no ataque. ‘‘Chega de confusão do Caldarelli... Queremos jogar bola’’, avisa Aléssio, referindo aos tumultos de bastidores.
No Assahi, o técnico Itamar Bernardes atribui ‘algum favoritismo’ ao Londrina, mas avisa que o time dele ‘tem condições de surpreender’. Itamar, aliás, ainda não definiu duas posições: Gilberto (que aguarda registro na FPF) ou Guga na lateral-esquerda e Nenê ou Rogerinho como centroavante. Os dois atacantes se revezaram como titulares no último coletivo.
Parceria - A eventual transformação do Londrina em Sociedade Anônima pode emperrar nas negociações entre a diretoria e a Capital Markets, que se propõe a criar um novo modelo baseado na Lei Pelé. Na quinta-feira passada, o Conselho Deliberativo se reuniu para debater o assunto, deu o aval às mudanças, mas, para aprová-las, pretende tirar dúvidas quanto ao projeto preliminar elaborado.
O diretor da Planase, empresa encarregada de uma auditoria nas contas do clube, Francisco Simões, afirmou ontem que as respostas da empresa de Curitiba ‘‘não convenceram’’. Segundo ele, a Capital Markets dá ‘‘explicações superficiais e pouca esclarecedoras’’ a respeito de alguns itens, especialmente quanto aos critérios que seriam provavelmente utilizados no futuro Londrina S/A. ‘‘É importante que eles (da Capital Markets) dêem informações minuciosas, principalmente sobre a colocação de ações ou debêntures no mercado de capitais. Queremos que haja mais transparência.’’


Assahi

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